Bolsonaro critica decisão de Moraes que barrou propaganda sobre pólio

Por causa do período eleitoral, o TSE autorizou a veiculação da campanha, mas sem a aparição do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

atualizado 07/10/2022 15:37

Na imagem colorida, um homem está centralizado. Ele usa terno e gravata escura e camisa branca Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes durante conversa com a imprensa nesta sexta-feira (7/10). Ele citou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, de agosto deste ano, que vetou um pronunciamento em rede nacional do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre a campanha de vacinação contra a poliomelite, também chamada de pólio ou paralisia infantil.

Por causa do período eleitoral, o TSE autorizou a veiculação da campanha, mas sem a aparição do ministro. Nesta sexta, um dia após a Secretaria de Saúde do Pará anunciar que investigava um caso da doença em uma criança de 3 anos, o presidente citou a decisão. O Ministério da Saúde já descartou o caso.

“O Alexandre [de Moraes], pela segunda vez, proíbe o Ministério da Saúde de realizar uma campanha de vacinação contra a pólio. Vai ter criança, certamente, que vai ser infectada e vai ter problemas para o resto da vida por uma questão pessoal do Alexandre de Moraes”, condenou Bolsonaro. “Vão começar a dizer que o Bolsonaro não quer vacina”, declarou.

Veja o vídeo:

O chefe do Executivo federal também voltou a afirmar que não se vacinou contra a Covid-19 e defendeu a “liberdade” de escolher se será imunizado ou não.

“Se chegar uma vacina da varíola dos macacos, você vai querer se vacinar na marra? Se inventarem outras mais e o que aparecer, você vai querer ser vacinado de modo experimental também, de novo? Liberdade, meu Deus do céu, não tem preço”, bradou.

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