Eleições 2020: abstenções em GO e RJ superam votos dos prefeitos eleitos

Em todo o Brasil, os números também chamam à atenção: pouco mais de 29,4% do eleitorado brasileiro se absteve no segundo turno

atualizado 29/11/2020 22:17

Funcionários do TRE preparam urnas eletrônicas para o dia das eleições de 202012Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, informou na noite deste domingo (29/11), que foram mais de 11 milhões de pessoas que deixaram de ir às urnas no segundo turno das eleições, um recorde.

Além da alta nacional, as taxas de abstenções estaduais também chamam à atenção. Em Goiânia (GO) e no Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, os faltantes superaram os votos válidos dos eleitos à prefeito.

No Rio, mais de 1,7 milhão de eleitores não foram às urnas. Eduardo Paes (DEM) venceu recebendo 1,6 milhão de votos. O derrotado Marcelo Crivella (Republicanos) teve 913 mil votos. O mesmo aconteceu em Goiânia, onde o eleito Maguito Vilela (MDB) teve 277 mil votos, números bem abaixo dos pouco mais de 350 mil registros de abstenção na capital do estado.

Em outras capitais, as abstenções bateram o número do segundo colocado. Os 354 mil porto-alegrenses que não votaram superaram a votação de Manuela D’Ávila (PCdoB), derrotada neste domingo (20), que recebeu mais de 307 mil votos. Em Maceió (AL), 164 mil eleitores não foram às urnas, número superior aos de Alfredo Gaspar (MDB), que teve 156 mil votos, perdendo para JHC (PSB).

Números nacionais

Pouco mais de 29,4% do eleitorado brasileiro se absteve no segundo turno das eleições municipais deste ano. No primeiro turno, o percentual foi de 23,14%. Nas eleições municipais de 2016, a abstenção no segundo turno foi de 21,6%. Em 2012, de 19,11%. Nas eleições presidenciais de 2018, a abstenção no primeiro turno ficou em 21,30%.

“O índice de abstenção no segundo turno – que tradicionalmente é superior ao do primeiro – foi de 29,47% com os números que tínhamos até agora faltando [a conclusão da apuração no] estado do Acre. É um numero maior do que desejaríamos, mas é preciso ter em linha de conta que realizamos eleições em meio à pandemia que já consumiu 170 mil vidas, e as pessoas com temor, muitas por estarem com a doença, muito por estarem com medo”, disse Barroso.

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