WhatsApp diz que investiga suposto disparo de mensagens contra Haddad

Aplicativo afirma, em nota, que "tem proativamente banido centenas de contas durante o período das eleições brasileiras"

Marcello Casal Jr./Agência BrasilMarcello Casal Jr./Agência Brasil

atualizado 18/10/2018 23:19

O aplicativo de mensagens WhatsApp informou nesta quinta-feira (18/10), em nota, que investiga o suposto disparo em massa de mensagens contra o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, por empresários que apoiam o candidato Jair Bolsonaro (PSL). O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O aplicativo confirmou a abertura da investigação em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo. O WhatsApp, ainda na nota, afirma que “tem proativamente banido centenas de contas durante o período das eleições brasileiras”.

Segundo a Folha, os disparos de milhões de mensagens são comprados por empresas que apoiam o candidato por até R$ 12 milhões. A reportagem afirma que os preços variam de oito a doze centavos por mensagem para contatos de bases de dados fornecidas pelo candidato e das agências que prestam esse tipo de serviço.

“Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal ou automatizado, para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação”, diz a nota.

Sobre o envio em massas de mensagens via o aplicativo, o WhatsApp afirmou que está comprometido em reforçar suas políticas para proteger a experiência do consumidor.

“No mundo, o limite de membros para grupos é 256 pessoas. Para encaminhamento de mensagens, há um limite global de 20 mensagens (exceto na Índia, onde o limite são cinco mensagens)”, diz a nota.

PT vai ao TSE
Ainda nesta quinta, o PT protocolou ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo investigação das empresas acusadas de envolvimento em um suposto esquema ilegal de propaganda, via WhatsApp. No documento, o partido acusa Bolsonaro de abuso de poder econômico e uso indevido dos veículos e meios de comunicação.

A ação foi recebida pelo TSE e distribuída, automaticamente, para o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Jorge Mussi, por se tratar de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).

Suspender o aplicativo
O Partido Socialismo e Liberdade (PSol) também recorreu ao TSE, nesta quinta, para que o WhatsApp providencie em até 72 horas mecanismo que restrinja o compartilhamento, encaminhamento e transmissão de mensagens, alegando que as medidas são necessárias para evitar ou reduzir a circulação de notícias falsas. O partido também solicita que seja reduzido o tamanho de novos grupos no aplicativo.

Num pedido alternativo, a sigla requer que, caso o TSE não considere as primeiras medidas suficientes, seja suspenso o aplicativo em todo o território nacional a partir de sábado, dia 20 de outubro, até o fim das eleições.

Já o Ministério Público Eleitoral (MPE) vai apurar a suspeita de que empresas privadas estejam fazendo doações ilegais para a campanha do candidato de Bolsonaro. Pelo menos dois pedidos de investigação já foram protocolados nesta quinta-feira na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE).

 

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