Datafolha: Bolsonaro soma 59% dos votos válidos. Haddad registra 41%

É o segundo levantamento feito pelo instituto para o 2º turno. Dia foi marcado por denúncias contra o candidato do PSL

Arte/Metrópoles

atualizado 18/10/2018 21:46

O Datafolha divulgou, na noite desta quinta-feira (18/10), seu segundo levantamento de intenções de voto para o 2º turno da corrida presidencial. De acordo com o instituto, Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 59% dos votos válidos, quando brancos, nulos e indecisos são excluídos da contagem final (método oficial da Justiça Eleitoral). Candidato do PT, Fernando Haddad tem 41%. O presidenciável do PSL abriu 18 pontos percentuais de vantagem sobre o petista.

Quando todas as respostas são consideradas, Bolsonaro tem 50%. Fernando Haddad tem 35%. Brancos e nulos somam 10%. Outros 5% não responderam.

Rejeição
Nesse levantamento, a rejeição a Haddad chegou a 54%. Enquanto isso, 41% dos eleitores rechaçam Bolsonaro. De acordo com o Datafolha, 95% do eleitorado do capitão da reserva estão convictos do voto. Em relação a Haddad, o índice é de 89%.

A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo. O Datafolha ouviu 9.137 eleitores em 341 municípios entre os dias 17 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, considerando-se um nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07528/2018.

Fake news
Nesta quinta (18), a Folha de S.Paulo revelou que empresas apoiadoras de Bolsonaro compraram pacotes de disparos em massa de mensagens com a intenção de atingir a campanha do adversário petista. As publicações foram feitas via WhatsApp. A prática é vedada pela legislação eleitoral por se tratar de doação não declarada, uma vez que é financiada por companhias privadas.

De acordo com o jornal, os contratos são referentes a centenas de milhões de mensagens e chegam a custar R$ 12 milhões cada. Entre as empresas compradoras dos pacotes está a Havan, gerenciada pelo empresário Luciano Hang, que foi denunciado anteriormente à Justiça do Trabalho por supostamente coagir funcionários a votarem em Jair Bolsonaro.

O empresário nega ter financiado pacotes de disparos automáticos pelo WhatsApp. Alega atingir grande número de pessoas com suas postagens; logo, não teria necessidade de “impulsionar” as publicações.

Base de dados
Outra prática ilegal é a utilização de dados de usuários a partir de bases do próprio candidato ou vendidas por agências de estratégia digital, o que fere a legislação. Segundo a Lei Eleitoral, é proibida a compra de tais bancos de dados de terceiros, sendo permitido apenas o uso da lista de apoio do próprio político, formada por números cedidos de forma voluntária.

Em reação, o PT entrou na Justiça contra Bolsonaro e empresas que adotaram a prática para interferir no processo de sucessão presidencial. “O jornal comprova que meu adversário criou uma organização criminosa de empresários que, mediante caixa 2, dinheiro sujo, está patrocinando mensagens de WhatsApp mentirosas”.

PDT
O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou que o partido entrará com um pedido de anulação do primeiro turno das eleições. O resultado, em seu entender, foi influenciado pelo esquema de divulgação de notícias falsas via WhatsApp.

De acordo com Lupi, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, foi o maior prejudicado com o esquema envolvendo empresários que contratavam empresas especializadas na divulgação de conteúdos pelo aplicativo de mensagens. O ex-governador do Ceará ficou em terceiro lugar na disputa pela Presidência.

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