Ditadura monitorou Marina Silva no movimento estudantil do Acre

Metrópoles publica série de reportagens com documentos inéditos sobre a presidenciável, produzidos pelo SNI

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atualizado 23/07/2018 17:36

Em 1983, o movimento estudantil do Acre reproduzia no estado as agitações e disputas entre as forças políticas emergentes na luta pela redemocratização do país. No ambiente universitário, vivia-se a efervescência de uma juventude ávida pela perspectiva de liberdade proporcionada pelo iminente fim da ditadura militar. Estudante do terceiro ano de História, Maria Osmarina da Silva despontava como líder de uma corrente de esquerda e, pela primeira vez, lançava-se em um confronto eleitoral.

Documentos inéditos obtidos pelo Metrópoles no acervo do Arquivo Nacional de Brasília revelam como os órgãos de repressão do governo dos generais vigiaram os primeiros passos da militante que, com o nome de Marina Silva, disputa em 2018 – pela terceira vez – a Presidência da República.

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A eleição para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Acre (UFAC) teve duas chapas concorrentes em 1983. A “Viração”, apoiada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e a “Avançar”, montada a partir de uma aliança entre a “Caminhando”, corrente nacional ligada ao Partido Revolucionário Comunista (PRC), e a trotskista Liberdade e Luta, conhecida por Libelu.

PCdoB, PRC e Libelu eram organizações políticas clandestinas e perseguidas pela repressão. As duas primeiras tinham em comum histórico de atuação na luta armada contra a ditadura. Até poucos anos antes, o PRC ainda não era uma dissidência do PCdoB, partido que implantou a Guerrilha do Araguaia no Pará entre 1967 e 1974. A Libelu atuava no movimento estudantil, desde os anos 1970, com um discurso ruidoso e intelectualizado que chamava a atenção das forças repressivas.

Aos 25 anos, Marina militava no PRC e presidia a chapa “Avançar”. Nessa dupla condição, foi monitorada pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), com a ajuda da Polícia Federal (PF).

O Arquivo Nacional de Brasília preserva os registros dessa vigilância. Dezenas de páginas com o carimbo “Confidencial”, hoje digitalizadas, revelam como o SNI acompanhou as reuniões e discussões para formação das chapas e a vitória da “Viração” sobre a “Avançar”. O grupo de Marina perdeu por uma diferença de 42 votos.

Os documentos do SNI reproduzem os debates e traçam os perfis ideológicos dos líderes do movimento estudantil acreano no início da década de 1980. Junto com os relatórios de informações, os agentes da ditadura guardaram panfletos originais com os programas das chapas e recortes de jornais com notícias sobre a eleição para o DCE.

Lidos com o olhar de 2018, os arquivos da repressão têm o mérito de reconstituir o clima político e os pensamentos dos grupos de esquerda influentes na formação política de Marina Silva durante sua juventude. Fazem, também, uma análise superficial das correntes ideológicas em ascensão no meio universitário quando a ditadura chegava ao fim. Recuperam, ainda, a atmosfera de conquistas democráticas e radicalização ideológica daquele período.

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Deve-se destacar ainda a contribuição dos documentos preservados, em particular dos panfletos das chapas, para o resgate da linguagem e do material de propaganda usada na época pelo movimento estudantil. No geral, caracterizam-se por letras batidas a máquina, desenhos e charges simples e textos críticos ao governo militar, em especial à política educacional.

O Metrópoles publica, a partir de hoje, uma série de reportagens sobre como a então estudante de História entrou no radar dos organismos de informação e repressão da ditadura. Este primeiro capítulo trata da militância de Marina no movimento estudantil do Acre.

Os documentos do SNI
Um telegrama do dia 10 de novembro – data da eleição – revela a preocupação do órgão de informação com a movimentação política na universidade. O documento, enviado pela Agência Central do SNI de Manaus, pede à Polícia Federal que acompanhe a eleição do DCE da UFAC. Solicita, especificamente: nome; composição; tendências político-ideológicas; plataforma de trabalho das chapas e resultado da eleição.

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O resultado da espionagem no movimento estudantil do Acre foi condensado em um relatório identificado como Informação nº 0057, produzido pela Agência de Manaus do SNI. Esse texto resume em cinco páginas e meia a disputa entre “Avançar” e “Viração” pelo comando do DCE da UFAC. Com data de 9 de dezembro de 1983, o texto apresenta as chapas, as campanhas e o resultado da eleição. Na primeira folha, o nome de Maria Osmarina Silva aparece como candidata a presidente do diretório.

No relatório, o SNI destaca a “intensa atividade” dos grupos na semana anterior à votação. Os concorrentes visitaram todas as salas de aula, coletaram fundos para financiar as agitações, fizeram pichações e fixaram cartazes e faixas na universidade.

Também está registrado no documento a retórica agressiva dos estudantes e a radicalização da disputa entre os grupos de esquerda. “No decorrer da campanha a tendência Viração (PCdoB), com o objetivo de levantar uma onda de reação à chapa Avançar difundiu no âmbito da UFAC, que aquela chapa era formada por elementos de esquerda radical e que não seria bom para a Universidade que fossem eles a ganhar as eleições”.

O outro lado também atacava. “Já a chapa Avançar, que foi formada pela união das tendências Libelu (…) e Caminhando (…), baseou sua campanha em acusações contra a chapa concorrente, chamando-a de antidemocrática, tendo em vista que na convenção daquela chapa, foram chamados apenas os militantes ou simpatizantes da tendência Viração”.

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O acirramento da eleição na UFAC refletia as divergências políticas do movimento estudantil nacional. Nascida de um racha recente do PCdoB, a Caminhando combatia a hegemonia dos antigos camaradas na direção da União Nacional dos Estudantes (UNE). A Viração do Acre representava no estado a corrente do mesmo nome que comandava a entidade nacional.

Reconstruída em 1979 em um congresso em Salvador, a UNE reerguia-se depois de uma década de desmantelamento provocado pela perseguição da ditadura. Desde a reestruturação, a entidade foi comandada pelo PCdoB. Com o racha, a Caminhando nacional – e, também no Acre – foi para a oposição.

Com poucos intervalos em que perdeu o poder para tendências ligadas ao PT, o PCdoB manteve o comando da UNE e do movimento estudantil nacional até os dias de hoje.

As discussões mais acaloradas descritas pelos agentes secretos no relatório do SNI sobre a eleição para o DCE da UFAC tiveram como palco o restaurante universitário, onde cerca de 60 estudantes participaram de um debate entre as duas chapas. Representante da Avançar, Antonio Manoel Camelo Rodrigues acusou os adversários de “manobrar” e realizar “eleições fraudulentas” para a diretoria da UNE.

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Rodrigues fez referências explícitas e críticas aos militantes ligados aos jornais Tribuna da Luta Operária (TLO), do PCdoB, e Voz da Unidade, do PCB, o “partidão”.

Citar os jornais em vez dos partidos responsáveis por esses periódicos era um cacoete preservado pela esquerda desde o tempo da repressão mais pesada, até década de 1970. Em 1983, os militantes mais engajados sabiam, ou pelo menos suspeitavam, das preferências e das relações dos estudantes com as diferentes organizações clandestinas.

Em nome da Viração, Luiz Augusto de Araújo Marques rebateu Rodrigues argumentando que ninguém de sua chapa andava “queimando” os seguidores de outras correntes. Esse era o tom dos debates do movimento estudantil no ocaso da ditadura.

Texto assinado por Marina
Impresso em mimeógrafos ou em telas de serigrafia, o material de propaganda das chapas apreendido pelo aparato repressivo traduz com riqueza de detalhes as ideias propaladas pelas correntes políticas atuantes no movimento estudantil brasileiro naquele período.

O jornalzinho com a plataforma da Avançar exibe no alto da primeira página o nome da chapa, seguido pelo lema “Por uma diretoria atuante!”. Na parte de baixo, tem uma apresentação do programa, assinada por Maria Osmarina, com data de 5 de novembro de 1983.

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Com o título “Fundamentos”, o texto de quatro parágrafos expõe a análise da presidente da chapa sobre o momento político. Marina faz uma avaliação positiva da organização do movimento estudantil na UFAC. Recorda a recente criação de centros acadêmicos, faz referência a uma greve contra o aumento do preço da comida do bandejão e a realização de um congresso estudantil com cerca de 100 estudantes.

A candidata a presidente da Avançar usa o espaço, também, para criticar indiretamente os adversários. Em um trecho, afirma que “os estudantes já não mais se contentam com as verdades inquestionáveis”, referência ao controle da UNE pelo PCdoB.

No mesmo tom, Marina explica a opção de sua chapa por um modelo de atuação sem “imposição” de uma única forma de pensamento “ao conjunto das diversidades” do movimento estudantil. Na mesma linha, aponta mais diferenças da Avançar em relação aos concorrentes. “Ela (a chapa) surge como crítica às hegemonias artificiais, por não compreenderem que são imposição e não síntese”, acrescenta.

O vocabulário da apresentação do programa expõe a influência das ideias do pensador Karl Marx na formação política da estudante de História e de seu grupo. “Compreendemos que essas (contradições) só se resolverão no exercício da práxis e não isolando-as do processo de superação dialética das mesmas”, diz o texto.

A última página do programa da Avançar publica uma fotografia dos sete integrantes da chapa, com os primeiros nomes e os cursos de cada um. Embaixo, em letras de forma, transcreve a mais conhecida citação, naqueles tempos, do dramaturgo alemão Bertold Brecht: “Há homens que lutam por um dia e são bons (…) Há os que lutam toda a vida. Esses são imprescindíveis”.

Arte livre, autonomia universitária, Polônia e invasão de Granada
Nos programas das chapas, as questões específicas dos estudantes aparecem misturadas com temas nacionais e internacionais.  No tópico “As universidades e a crise”, a Avançar se contrapõe a iniciativas do Ministério da Educação interpretadas como uma grande ofensiva para acabar “com o que nos resta de ensino público e gratuito”.

A plataforma de campanha da chapa de Marina também propõe-se a lutar por autonomia das entidades estudantis; eleições diretas para reitor; contratação de professores e funcionários por meio de concursos públicos; fim das reprovações por falta; creches para filhos de alunos e funcionários; incentivo à pesquisa básica; melhor qualidade das refeições e mais higiene nos banheiros.

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Outro tópico, “Por um DCE mais atuante”, concentra os ataques mais duros à Viração. Acusa os adversários de distanciamento em relação aos estudantes. Diz também que, sob o comando dos adversários, a entidade estudantil resume-se a “uma sala e a uma diretoria inflexível e autoritária”.

Como alternativa, o grupo de Marina prega a necessidade de fundamentarem “teoricamente” a prática política. “Nós os estudantes não aceitamos mais os chavões, as palavras de ordem vazias e a tentativa de guiar o movimento sobre os trilhos das verdades intocáveis, dos dogmas de determinadas tendências, etc…”. Aqui, mais uma vez, há uma referência implícita à atuação do PCdoB no movimento estudantil.

A Avançar propõe, ainda, incentivar as artes “de forma menos pragmática”, sem uma “visão policialesca” de que “só é arte aquela politicamente útil”. Na sequência, afirma que “a arte é um espaço onde os homens vivem livres das amarras do mundo real”.

Nos outros tópicos, a chapa de Marina aborda a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) naquele mesmo ano. Também trata de assuntos internacionais, como a invasão da ilha de Granada pelos Estados Unidos e a luta na Polônia do movimento sindicalista Solidariedade contra o governo do general Wojciech Jaruzelski, apoiado pela União Soviética.

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Contra a privatização do ensino
Presidida pelo estudante de Direito Marcos Afonso Pontes de Souza, a Viração também distribuiu um jornalzinho com as propostas para a futura diretoria do DCE. Os nomes dos integrantes da chapa e os cargos a que se candidatavam aparecem abaixo de uma foto do grupo.

O nome Viração era uma transposição para o Acre da denominação assumida pela corrente apoiada pelo PCdoB no movimento estudantil. No estado, o discurso da chapa exposto no panfleto dedica significativo espaço a temas da política nacional. Não faz referência diretas aos adversários na disputa pela representação estudantil na UFAC.

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Uma charge no pé da primeira página faz um trocadilho com a palavra “nota”, citada no sentido de que, com a privatização do ensino, o dinheiro prevaleceria sobre a avaliação do desempenho dos estudantes.

O material de campanha da Viração defende propostas para a política nacional que coincidem com as bandeiras do PCdoB. “O Brasil precisa hoje de um governo provisório democrático e patriótico que instale uma Assembleia Nacional Constituinte e faça levantar a tez de cada brasileiro com orgulho”, diz um trecho da apresentação das propostas.

Nesse aspecto, a chapa da situação estava mais sintonizada com as mudanças em curso na conjuntura do que a Avançar. Poucos meses depois, a campanha das Diretas Já tomou as ruas do Brasil e, no início de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o civil Tancredo Neves para suceder o general João Figueiredo no Palácio do Planalto.

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Acomodado dentro do MDB, partido de oposição à ditadura, o PCdoB apoiou a eleição de Tancredo contra Paulo Maluf, candidato do PDS, partido que fazia a sustentação política dos governos militares. O PT, legenda assumida pelo PRC, absteve-se de votar no Colégio Eleitoral.

A mudança no poder central do Brasil, na visão da chapa, era o caminho para a transformação da universidade. O programa da Viração abre com um texto intitulado “Universidade brasileira em crise” e dividiu as propostas em seis tópicos: reivindicações gerais; ampliação da biblioteca; residência universitária, cultura e esporte, Centros Acadêmicos e verbas para a educação.

A chapa apresenta-se com o objetivo de comandar uma “diretoria que aponte o novo, que revigore cada vez mais as lutas travadas nos últimos anos”. Defende o engajamento na luta contra o ensino pago, por eleições diretas para reitor, mais verbas e democratização da universidades, temas semelhantes aos assumidos pela Avançar.

Além do material de campanha, o SNI também guardou um recorte da edição do dia 2 de novembro de 1983 do jornal Folha do Acre. O periódico publicou nesse dia uma ampla reportagem sobre a disputa pelo DCE da UFAC. Uma foto com um close de Marina Silva ocupa mais de um quarto da página, imagem rara da militante naquele período.

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Biografia
O livro “Marina, a vida por uma causa”, escrito pela jornalista Marília de Camargo César e lançado em 2010 pela editora Mundo Cristão, é uma biografia autorizada da ex-ministra do Meio Ambiente. Dedica algumas páginas à passagem pela universidade e à militância estudantil da personagem que hoje disputa, mais uma vez, a Presidência da República.

Em um sinal de que a atuação dos órgãos de repressão no campus monitorava o movimento de perto, o livro faz uma referência à presença de policiais federais dentro das salas de aula para espionar os estudantes.

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Marina entrou para o curso de História com oito meses de gravidez da primeira filha, Shalon. Quando concorreu ao DCE, pela chapa Avançar, Danilo, seu segundo filho, também já havia nascido. Nesses tempos, estudava, fazia teatro, militava na universidade e em movimentos sociais, como a organização dos seringueiros, liderada por Chico Mendes.

Essas relações fora da UFAC não são citadas no relatório do SNI. O documento também omite as origens católicas da militância de Marina.

A imagem abaixo, reproduzida da Folha do Acre, mostra a militante aos 25 anos, na época da eleição para o DCE. Logo no princípio, a jovem vinda de um seringal do Acre destacou-se como estudante de História. Mas suas origens assustavam um pouco os colegas. “A gente via a Marina com todo o preconceito do mundo, por ser ligada à igreja”, declarou ao livro o antigo colega Binho Marques, também integrante do PRC, referindo-se aos primeiros contatos entre os dois.

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Depois, tornaram-se amigos, jogaram-se na reconstrução dos centros acadêmicos, entraram juntos para o PT e acompanharam o crescimento do partido no Acre. Em entrevista ao Metrópoles, Marques lembra a intensa militância dos dois nos movimentos sociais, na universidade e incursões que fizeram em produções teatrais. “Tínhamos uma formação muito sólida no curso de História e isso nos ajudou muito”, afirma.

Apesar do rompimento de Marina com os petistas em 2009, a relação dos dois continuou próxima. Educador e aliado dos irmãos Jorge e Tião Viana, líderes petistas no estado, Binho Marques foi governador de 2007 a 2010. O amigo de militância observa que a presidenciável da Rede preserva as ideias dos anos 1980. “Marina nunca deixou de ser coerente”, diz o ex-governador.

Com o tempo, mesmo os adversários do movimento estudantil acreano aproximaram-se da ex-seringueira. Marcos Afonso Pontes de Souza, presidente da chapa que derrotou a Avançar, trocou o PCdoB pelo PT e chegou a deputado federal. “Marina nos unifica (…). Ela dialoga com a tradição e a nova esquerda brasileira, a tradição dos sonhos e dos ideais libertários (…)”, afirmou o petista na biografia publicada em 2010.

Tratada como inimiga do PT
Passados 35 anos da disputa entre Viração e Avançar pelo DCE da UFAC, pode-se dizer que Marina, de fato, manteve-se coerente em relação a alguns aspectos de sua antiga militância. Na decisão de sair do PT, observa-se sólida semelhança com a luta da ex-senadora e de seu grupo contra a hegemonia do PCdoB no movimento estudantil nacional.

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A ex-ministra do Meio Ambiente deixou o partido do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o mesmo discurso contrário à centralização do poder que usou contra os adversários de 1983. Como consequência negativa, deve-se notar que as relações de Marina com o PT pioraram bastante.

Com exceção dos antigos companheiros de militância no Acre, nas disputas presidenciais de 2010 e, principalmente, de 2014, a ex-petista foi tratada como inimiga pelo partido. Em 2018, não há qualquer sinal de que, mesmo com chances de se eleger para o Palácio do Planalto, a candidata da Rede terá a complacência da legenda onde militou por mais de duas décadas.

Em certa medida, a trajetória de Marina Silva e dos seus antigos companheiros confirma uma citação do programa da chapa Avançar. Começa assim: “Os homens fazem sua própria História, mas não a fazem como querem, não. Fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente (…)”. A publicação não diz, mas estas frases são de Karl Marx. Ele é o co-autor, junto com Friedrich Engels, do Manifesto Comunista, obra de referência para o pensamento da esquerda em todo o mundo. Em relação ao filósofo alemão, as duas chapas não demonstravam divergências.

Os documentos citados nesta reportagem foram enviados para a presidenciável da Rede por meio de sua assessoria. Até o fechamento desta edição, Marina não se manifestou.

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