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“As últimas eleições foram uma fraude. Pela mentira, violência, pelo abuso do poder econômico e uso de caixa 2”, afirmou a pré-candidata da Rede Sustentabilidade ao Planalto, Marina Silva, em entrevista ao Metrópoles. A presidenciável foi sabatinada pela diretora de Redação, Lilian Tahan, e pelo colunista Caio Barbieri.

Assista na íntegra:

Ocupando, mais uma vez, as primeiras posições na corrida presidencial, Marina ainda não fez grandes acordos partidários que poderiam garantir um maior tempo durante a propaganda eleitoral obrigatória nas TVs e rádios. “É uma postura política, porque nossas alianças não serão apenas para ter tempo de TV e estrutura de palanque. A grande aliança que se precisa fazer é com a sociedade brasileira, só a sociedade pode fazer as mudanças que o Brasil precisa”, afirmou.

A pré-candidata da Rede tentou, ainda, mostrar-se como uma nova opção para o eleitor brasileiro. “O voto não pertence a mim, ao Lula ou ao Bolsonaro, o voto é do cidadão. Vou lutar para convencer a população de que um novo alinhamento político precisa acontecer. Lutar para que os cidadãos compreendam que quem criou o problema não é quem vai resolver”, completou. Michael Melo/Metrópoles
Um novo alinhamento político vai fazer o Brasil passar a página da corrupção e trabalhar outra agenda"
Marina Silva

Perguntada se conseguirá aumentar as intenções de voto sem a “benção” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva disse que sim. “São escolhas políticas e, desde 2010, coloco-me como alternativa ao PT, PSDB, MDB e DEM. Estou trabalhando essa autonomia política desde que me desfiliei ao PT, por não concordar com as ações erradas que começaram com o Mensalão e depois foram para o Petrolão”, declarou a postulante ao Planalto.

Mágoa do PT
Atacada fortemente pela militância petista durante as eleições de 2014, Marina garantiu que não  guarda mágoa de seu ex-partido. “Como diz a Bíblia, é preferível sofrer uma injustiça a praticar uma injustiça. Não guardo mágoas, mas confesso que fiquei surpreendida quando soube que os canhões no PT estavam voltados para me aniquilar. Jamais revidaria na mesma moeda, porque você pode se transformar naquilo que você combate”, declarou.

Questionada sobre o Projeto de Lei nº 6.299/02, um pacote de mudanças na fiscalização e controle de agrotóxicos no Brasil, batizado de PL do Veneno, que foi aprovado na última semana no Congresso Nacional, a pré-candidata afirmou ser contra. “O Brasil não precisa lançar mão de ações contrárias ao interesse público e ao meio ambiente. Isso não é defender o agronegócio”, completou.

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