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A pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira (5/7) em entrevista ao Metrópoles, que está preparada para governar e unir o Brasil. “Estou preparada para fazer uma transição dos problemas que o país enfrenta”, disse. Para a presidenciável, atualmente a política, “ao invés de resolver os problemas, passou a criar problemas”.

Michael Melo/Metrópoles

Para ela, é preciso “refundar a República”. Questionada sobre se está preparada para vencer as eleições presidenciais deste ano, Marina evitou ser taxativa. “Estou preparada para contribuir com o debate e me colocar para a sociedade. O candidato só pode dizer que vai ganhar se a sociedade confirmar isso no dia 7 de outubro”, disse.

Michael Melo/Metrópoles

Religião e preconceito
De origem humilde, evangélica e mulher, Marina afirmou que o maior preconceito que sofre hoje em dia se dá por ser integrante da Igreja Evangélica. “Ao longo da minha vida, tive que enfrentar muitas dificuldades mas nunca percebi atitudes de preconceito contra a minha pessoa na vida pública. Agora, depois que me converti à fé cristã evangélica, é que esse preconceito passou a ser mais visível”, disse.

Perguntada sobre como lidaria com sua questão religiosa em um eventual mandato como presidente, Marina afirmou que respeita o Estado laico e que não usaria sua fé para interferir em questões de governo. “Obviamente que estamos em um Estado laico. Mas a Reforma Protestante ajudou a fundamentar esse Estado laico. Se tem algum evangélico que deseja transformar o Estado em um Estado teocrático, é por uma falta de conhecimento da contribuição dos próprios evangélicos”, disse. “Em função da sua origem você tem o tempo inteiro que ficar provando alguma coisa”, completou Marina Silva sobre concorrer ao Planalto como mulher e evangélica