O governador da Bahia, Rui Costa (PT), enfrenta uma greve de professores que completou um mês em maio por ter redimensionado o orçamento das universidades estaduais e congelado salários. A situação vai de encontro às críticas feitas pelo partido sobre os cortes nas universidades federais promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Entre 2017 e 2018, segundo a Folha de S.Paulo, o governo baiano deixou de aplicar R$ 110 milhões nas quatro universidades estaduais do estado. O número representa a diferença entre o valor orçado e o empenhado, igual a 4,2%. Se levados em conta apenas os recursos voltados para a manutenção, o orçamento chegou a ter redução de até 27,8%.

O maior corte no custeio aconteceu na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), cujo volume de recursos caiu de R$ 65,9 milhões para R$ 47,7 milhões em 2018. Já na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a queda foi de R$ 119,2 milhões para R$ 102 milhões.

Coordenador do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia, Evandro do Nascimento afirma que os impactos não são diferentes dos anunciados por todas as instituições públicas do país.

Início da greve
Os salários de professores e servidores estão congelados desde 2015, conforme o veículo. O caso foi parar na Justiça após o governador cortar o ponto dos grevistas. “Vivemos o maior arrocho das últimas duas décadas”, afirma André Almeida Uzêda, coordenador do Fórum da Associação de Docentes das Universidades Estaduais da Bahia.

Esta é a segunda greve nos 13 anos de governos petistas na Bahia. Em 2011, os professores ficaram 51 dias parados.

Em nota, o governo informou que não houve redução de atividades ou cursos nas universidades, “mas expansão nesses quesitos”. Foi dito ainda que o orçamento das universidades cresceu 193% entre 2007 e 2018. Por fim, o governo se disse surpreso com a greve e classificou como inexequível a pauta de reivindicação dos professores, mas prometeu encaminhar nova proposta.