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Educação

Sete a cada 10 jovens adiariam faculdade por falta de dinheiro

Os dados constam de pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), que entrevistou 1,2 mil pessoas

Estadão Conteúdo25/04/2017 14:53
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Sete a cada 10 jovens adiariam faculdade por falta de dinheiro

Sete em cada 10 estudantes gostariam de ingressar no ensino superior logo após concluírem o ensino médio. No entanto, 76% dos jovens afirmam que adiariam a entrada na faculdade. As principais causas relatadas pelos entrevistados são falta de condições de pagar (62%) ou de bolsa ou financiamento estudantil (14%).

Os dados são de uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) que entrevistou 1,2 mil pessoas — entre pais e estudantes do ensino médio — em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (25/4).

Já entre os pais, 78% gostariam que os filhos entrassem no ensino superior logo após terminarem o ensino médio, mas 62% dizem que eles podem adiar o ingresso por não conseguir a aprovação em uma instituição pública. Adiar o ensino superior por questões financeiras é a preocupação de 53% deles — 32% por não conseguirem pagar o curso e 21% por não obterem financiamento.

Conseguir um bom emprego no futuro é apontado como a principal motivação para pais (67%) e filhos (66%). Eles também apontam que é uma exigência do mercado de trabalho — 39% para pais e 28% dos filhos.

A pesquisa também mostrou que 60% dos jovens que estão no ensino médio já decidiram qual curso querem fazer. A preferência é pelas carreiras mais tradicionais. As cinco graduações mais citadas foram: direito (7%), engenharia (6%), medicina (6%), administração (5%) e psicologia (3%).

Concluintes
A pesquisa também ouviu jovens que já concluíram o ensino médio e identificou que 62%, ao se formarem, desejavam entrar em uma faculdade, mas 52% já desistiram do ensino superior. Não ter condições de pagar as mensalidades foi apontado por 70% deles como motivo para não dar continuidade aos estudos, 23% por não terem entrado em uma instituição pública e 21% por terem começado a trabalhar.