Programa do MEC estimula universidades a fazer parcerias privadas

Ministério recebeu 62 reitores nesta terça. Chefes das instituições afirmaram necessitar de mais informações, e pediram tempo para analisar

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 16/07/2019 19:30

Em reunião com reitores e pró-reitores de todo o país, a equipe do Ministério da Educação (MEC) fez uma prévia nesta terça-feira (16/07/2019) da apresentação de um novo plano do governo para aumentar a arrecadação de universidades e institutos federais.

Entre as medidas, não está uma possível privatização de cursos de graduação e de pós-graduação, como temia grande parte dos reitores e de universitários. Estiveram na reunião 62 reitores de universidades e institutos federais. De acordo com o MEC, foram chamados 65.

O “Future-se”, segundo os reitores, é uma proposta que visa a flexibilização de capitação de recursos via “relacionamento” com empresas e instituições privadas. O MEC vai divulgar mais informações oficiais na manhã desta quarta (17/07/2019).

A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, afirmou que a instituição está “aberta” para o programa, mas não soube informar qual seria o impacto disso para as contas e a rentabilidade do campus.

“É projeto que passa por captação complementar de recursos. Ainda não há como mensurar o impacto disso para a UnB. No momento, não impacta nada. Estamos em situações emergenciais”, disse.

Muita ambição, pouco informação

Segundo Márcia, a informação é de que será um projeto “grandioso” e “afetará as futuras gerações”, alterando a legislação vigente – mas não há ainda mais informações sobre como será feito o programa.

O documento será colocado para consulta pública. O governo teria proposto 30 dias de prazo para avaliação. Reitores e pró-reitores, contudo, questionaram o período, porque acharam “curto”. “Mas ainda não está nada certo”, explicou Márcia.

Segundo a reitora, as universidades e os institutos federais poderão escolher se aderem ou não às novas regras. “Queremos conhecer melhor, por isso não posso opinar agora. Vão ter propostas de mudanças legislativas. Seria um projeto grandioso para as futuras gerações, com muitos recursos”, acrescentou.

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