Presidente da Capes informa o bloqueio de 3.474 bolsas “ociosas”

De acordo com Anderson Ribeiro Correia, os bolsistas que estão ativos não terão o corte no benefício

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 09/05/2019 19:53

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Ribeiro Correia, afirmou nesta quinta-feira (09/05/2019) que as bolsas já concedidas no Brasil e exterior serão mantidas. No entanto, Correia admite o bloqueio de 3.475 bolsas, que ele disse serem consideradas “ociosas”.

De acordo com o presidente do Capes, os bolsistas que estão ativos não terão o corte no benefício. Já as bolsas liberadas, porém que estão inativas, não poderão ser preenchidas por novos estudantes. Isso significa o contingenciamento de R$ 50 milhões.

“Foram congeladas bolsas ociosas, com o intuito de não prejudicar nenhum bolsista vigente. Como é um contingenciamento, isso pode ser revertido”, argumentou Correia.

Questionado sobre o que vai acontecer com os estudantes que esperam ingressar em um curso superior no próximo semestre, e pretendem preencher o lugar dos alunos que estão se formando, sem muitos detalhes, o presidente da Capes disse que medidas posteriores serão tomadas.

“Pode haver um conjunto de ações posteriores, as quais serão tratadas no prazo devido. Agora, estamos bloqueando um índice de 1,75% das bolsas da instituição”, informou Correia.

O chefe da Capes ainda declarou que novas avaliações serão feitas neste mês, para serem aplicadas no mês de junho.

Bolsas no exterior
Os considerados programas de Excelência Internacional, que possuem notas entre 6 e 7 – as mais altas nos critérios da entidade –, foram congelados durante a avaliação de corte de gastos. Contudo, o presidente da instituição garantiu que 1,2 mil bolsas serão reabertas ainda nesta semana.

“As eventuais bolsas que pertencem a essa categoria serão desbloqueadas ainda nessa semana. Em torno de 1200 programas”, afirmou Correia.

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