Para Bolsonaro, educador Paulo Freire era um “energúmeno”

O presidente ainda defendeu o ministro Abraham Weintraub, que na semana passada não renovou contrato com a TV Escola

atualizado 16/12/2019 10:26

Michael Melo/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) classificou o educador Paulo Freire como “energúmeno” nesta segunda-feira (16/12/2019), ao sair do Palácio da Alvorada. O xingamento foi feito em meio a críticas do mandatário da República à TV Escola, canal fundado em 1996, transmitido em algumas localidades do Brasil pelas TVs abertas.

“Os caras estão há 30 anos sendo formados assim. Tem muito formado aqui em cima dessa filosofia. Do Paulo Freire da vida. Esse energúmeno aí ídolo da esquerda”, disse o chefe do Executivo federal.

O contrato de renovação com a empresa não foi assinado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Segundo Bolsonaro, o motivo é porque a programação trazia conteúdo “de esquerda” e “ideologia de gênero”.

“É uma programação totalmente de esquerda. Ideologia de gênero. Dinheiro público usado para isso. Tem que mudar isso aí. Daqui a 10 anos ou 15 anos vai ter reflexo isso daí”, disse o titular do Planalto.

Bolsonaro afirmou que a renovação de contrato da TV Escola custaria R$ 350 milhões ao Ministério da Educação.

“TV Escola. Levou uma pancada a TV Escola. Queriam que eu assinasse um contrato agora, o Abraham Weintraub, de R$ 350 milhões. Quem assiste à TV Escola? Ninguém assiste. Dinheiro jogado fora.”

Paulo Freire é um dos pensadores mais influentes na história da pedagogia mundial e um dos principais expoentes desse pensamento no Brasil. Entre as principais teses do educador, estão a chamada “pedagogia do oprimido” e a “pedagogia da autonomia”. Ele é considerado patrono da Educação Brasileira.

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