Até 2026, Enem será digital; DF terá novo formato já no ano que vem

A versão em papel deixará de existir definitivamente. Governo quer ampliar número de municípios que oferecem a prova

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 03/07/2019 16:24

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta quarta-feira (03/07/2019), que as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão aplicadas nos próximos anos por meio de plataforma digital e serão personalizadas para cada curso.

Entre 2022 e 2025, o Enem fará quatro aplicações digitais. Já em 2026, a versão em papel deixará de existir definitivamente. Com a mudança de rumo, o governo federal pretende ampliar o número de municípios que oferecem as provas.

Com as mudanças, os estudantes receberão pelo celular um comprovante de participação no exame. Cerca de 50 mil alunos farão a prova pelo computador. A intenção do MEC é eliminar nos próximos anos os testes impressos.

Já no próximo ano, 15 capitais, entre elas Brasília, terão provas em formato digital. A aplicação de 2019 continua marcada para 11 e 18 de outubro.

Com isso, o Enem em 2020 terá três modelos: o digital, o regular e o aplicado. Segundo o MEC, haverá economia, pois o custo para a impressão e aplicação das provas chegou, em 2019, a R$ 500 milhões.

O chamado Enem Digital não envolverá compra de equipamentos. “Usaremos instituições que tenham estrutura para a aplicação da prova. Hoje, procuramos salas com cadeiras. Vamos usar a estrutura existente em outras escolas”, adiantou o presidente do Instituto Nacional de Exames e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes.

O MEC contratará um consórcio para organizar as novas edições do exames. A pasta descarta riscos de invasão de hackers ou fraudes, como um aluno se passar por outro. “Teremos a mesma segurança e vigilância de sempre”, destacou Lopes.

Para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o novo modelo melhorará a qualidade da educação brasileira. Ele acredita que a mudança é o início de uma modernização. “Não estamos vendo um grande problema. Daqui até 2026, o Brasil será outro. Estaremos muito mais próximo da realidade do Chile. Hoje, estamos entre as piores realidades da América do Sul”, comentou.

O ministro disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não lerá o conteúdo das provas. “Ninguém lerá, salvo uma hecatombe nuclear. Não entendo por que o presidente com um agenda tão atribulada lerá. Não leu nem o fará. Se acontecer, será algo totalmente inesperado e fora do script”, ponderou.

Confira as capitais que receberão a prova em formato digital em 2020:

Belém (PA)
Belo Horizonte (MG)
Brasília (DF)
Campo Grande (MS)
Cuiabá (MT)
Curitiba (PR)
Florianópolis (SC)
Goiânia (GO)
João Pessoa (PB)
Manaus (AM)
Porto Alegre (RS)
Recife (PE)
Rio de Janeiro (RJ)
Salvador (BA)
São Paulo (SP)

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