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Brasil

Educação: atual ministro tentou dar cargo a pastor lobista, diz jornal

Arilton Moura está no centro de polêmica sobre propinas e favorecimento de prefeitos para verbas do FNDE no MEC

04/05/2022 18:43, atualizado 04/05/2022 20:32
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Luis Fortes/ MEC
Ministro Milton Ribeiro e o pastor Arilton Moura

O ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, teria atuado para conceder cargo comissionado ao pastor Arilton Moura no MEC. A informação foi revelada nesta quarta-feira (4/5), pelo jornal Folha de S.Paulo.

Em novembro de 2020, Veiga, então secretário-executivo da pasta, enviou ofício em que pedia a nomeação do religioso como gerente de projetos da secretaria-executiva.

O nome, porém, teria sido negado pela Casa Civil em dezembro do mesmo ano. Arilton é apontado, ao lado do também pastor Gilmar Santos, como responsável por negociar verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para prefeitos, além de pedir propinas para os gestores municipais.

Veja o ofício que comprova a tentativa de nomeação:

Entre as propinas solicitadas em troca da liberação de verbas para obras nos municípios, estariam barras de ouro. Em áudio, o ex-ministro Milton Ribeiro, afastado do cargo depois da divulgação do escândalo, chegou a mencionar que a atuação informal dos pastores teria aval do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Mesmo sem cargo formal no governo, Arilton e Gilmar estiveram ao menos 127 vezes no FNDE e no MEC, além de 35 vezes no Palácio do Planalto.

Até a publicação desta reportagem, a Presidência e o Ministério da Educação não haviam se manifestado.

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