
Edinho sobre partidos no Lula 4: "Eleição é uma coisa, composição é outra"
Presidente nacional do PT afirma que Lula conversará com partidos independentemente da posição no segundo turno
26/10/2026 17:17

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (26/10) que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai conversar com partidos para montar o time de ministros para o próximo mandato, independentemente da posição das siglas no segundo turno das eleições.
O dirigente petista ressaltou que o diálogo com as legendas é importante para garantir uma base forte na Câmara dos Deputados e no Senado.
“Nenhum governo forma maioria no Congresso Nacional sem negociar com os partidos. Eleição é eleição, composição de governo é outra coisa”, afirmou Edinho em entrevista ao SBT News.
A partir de janeiro de 2027, Lula terá de lidar com um Legislativo mais conservador, no qual o PL, de Jair Bolsonaro, lidera em número de parlamentares.
Na Câmara, o PL elegeu 121 dos 513 deputados, enquanto o PT terá 70 representantes. Já no Senado, o partido do ex-presidente Bolsonaro garantiu 29 das 81 cadeiras, contra 10 do PT.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesApós a confirmação da reeleição de Lula, partidos de centro que declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) reconheceram o resultado. Foi o caso do Republicanos e União Brasil, por exemplo. O PSD, que manteve cargos no governo Lula nos últimos quatro anos, se manteve neutro no segundo turno e também reconheceu o resultado desse domingo.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasSobre a composição do próximo governo, o presidente do PT afirmou que não há prazo para início das conversas sobre cargos na Esplanada. Ele elogiou nomes cotados para chefiar a equipe econômica, como Dario Durigan, atual ministro da Fazenda, Rafael Fonteles (PT), governador do Piauí, e Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente, mas destacou que a decisão cabe ao presidente Lula.
Edinho ainda descartou ocupar um cargo no alto escalão do governo Lula 4. Ele é deputado federal eleito e ressaltou que sua “missão” é liderar a sigla.
“A minha missão é ficar na presidência do PT. Sou deputado eleito também e acho importante o presidente do partido ter assento no Congresso Nacional, mas a minha prioridade será presidir o Partido dos Trabalhadores”, frisou.
