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Economia

Taxa de juros deve subir mais do que o esperado, diz ata do Copom

Segundo o BC, é essa estratégia que vai promover a reancoragem das projeções da inflação do mercado em torno dos objetivos

14/12/2021 16:42, atualizado 14/12/2021 16:54
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Felipe Menezes/Metrópoles
Banco Central do Brasil

A ata divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (14/12) sobre a última decisão do Copom, que elevou a Selic para 9,25% ao ano, veio com um tom austero em relação à inflação e às próximas expectativas. No documento, é dito que será preciso juros mais altos do que o previsto pelo mercado para controlar o aumento dos preços até 2023.

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Segundo o colegiado, é essa estratégia que vai promover a reancoragem das projeções da inflação do mercado financeiro em torno dos objetivos do Banco Central – um trabalho que costuma ser penoso e demorado.

“O Copom concluiu que o ciclo de aperto monetário deverá ser mais contracionista do que o utilizado no cenário básico por todo o horizonte relevante”, afirmou a autoridade monetária.

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
Banco Central do Brasil
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
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Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

MARCOS CORRÊA/PR
Banco Central do Brasil
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Banco Central do Brasil

ANDRÉ DUSEK/AGÊNCIA ESTADO

Ao dizer sobre até que patamar os juros devem subir, a ata afirma que “para a próxima reunião, o comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude [1,5 ponto percentual]”.

Sobre os riscos para inflação, o Copom avalia que “novos prolongamentos das políticas fiscais [aumento de gastos públicos] de resposta à pandemia que pressionem a demanda agregada [procura por bens e serviços] e piorem a trajetória fiscal podem elevar os prêmios de risco [relação entre risco e rendimentos de investimentos] do país”.

“Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o comitê avalia que questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mantendo a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário básico”, acrescenta.

Previsões do mercado

Segundo o Boletim Focus, compilado de previsões para a economia divulgado semanalmente pelo Banco Central, foi reduzida a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país.

A estimativa para 2021 passou de 10,18%, na semana passada, para 10,05%, nessa segunda-feira (13/12). A melhora ocorre após semanas consecutivas de projeção de inflação maior para este ano.

O IPCA acumula alta de 9,26% no ano e de 10,74% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (10,67%). A inflação acumulada em um ano permanece mais do que o dobro do teto da meta fixada pelo governo para 2021 (5,25%).

Para 2022, manteve-se a expectativa do IPCA em 5,02%. Para 2023 e 2024 as projeções também caíram: saíram de 3,50% para 3,46% e de 3,10% para 3,09%, respectivamente.

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