Taxa de desemprego sobe para 12,4% e atinge 13 milhões de brasileiros

Conforme esperado pelo mercado, o resultado ficou acima dos 12% registrados no período anterior

atualizado 29/03/2019 10:13

VALDECIR GALOR/SMCS

A taxa de desemprego no trimestre que terminou em fevereiro foi de 12,4%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na manhã desta sexta-feira (29/3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população desocupada no país chega hoje a 13,098 milhões.

Como previsto por analistas, o resultado foi menor em comparação ao mesmo período concluído em fevereiro de 2018, de 12,60%. O resultado ficou acima, no entanto, dos 12% registrados no período imediatamente anterior, também dentro do esperado pelo do mercado.

A sazonalidade desfavorável foi citada pelos economistas como um dos fatores que acentuou a desocupação no trimestre, já que o início do ano é marcado pela dispensa de trabalhadores contratados temporariamente no quarto trimestre. Além da influência típica do período, o desempenho esperado confirma o quadro fraco do mercado de trabalho.

De acordo com as expectativas de 25 instituições consultadas na pesquisa do Projeções Broadcast, o intervalo de previsões para o dado sem ajuste era de 12,30% a 12,60%, com mediana de 12,50%.

O IBGE informou que há 4,855 milhões de pessoas desalentadas, número recorde, um acréscimo de 275 mil em um ano. “Dado que o desemprego chegou neste nível tão alto, isso alimenta o desalento também. Essas pessoas não se veem em condições de procurar trabalho”, explicou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Houve aumento também do trabalho informal. Empregos sem carteira assinada cresceram em 367 mil vagas desde o último ano, enquanto o trabalho por contas própria teve adesão de 644 mil no período. Segundo o IBGE, a renda média real no país no trimestre foi de R$ 2.285 por mês, alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O governo adota uma postura cautelosa ao avaliar alguns sinais de melhora do emprego, como o retratado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro. No segundo mês do ano, houve a criação de 173.139 vagas formais, o melhor resultado para o mês. “É importante ter prudência e cautela com números do Caged”, disse na semana passada o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.

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