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Economia

Tarifaço: Haddad diz que Brasil "não será apêndice de bloco econômico"

O ministro voltou a dizer que seria um erro tributar países que mantêm balança comercial deficitária com os Estados Unidos

08/07/2025 09:05, atualizado 08/07/2025 09:24
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
O ministro Fernando Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta segunda-feira (8/7), que o Brasil não pode se tornar “apêndice de um bloco econômico”. A declaração foi dada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que países ligados ao Brics seriam alvos do chamado “tarifaço”.

“O Brasil não tem relações só com o Brics. O Brasil tem relações com o mundo inteiro”, disse o ministro. “Não podemos, pela escala da economia brasileira, prescindir dessas parcerias, não podemos nos tornar apêndice de um bloco econômico”, completou.

A jornalistas, Haddad voltou a citar que seria um erro tributar países que mantêm balança comercial deficitária com os norte-americanos. “A América do Sul é deficitária em relação aos Estados Unidos”, reforçou.

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Tarifaço de Trump

Nessa segunda-feira (7/7), a Casa Branca informou que começou a enviar cartas aos parceiros comerciais oficializando o início das tarifas recíprocas impostas pelos EUA. As primeiras nações a receberem foram o Japão e a Coreia do Sul.

Outros 12 países devem receber o aviso do governo norte-americano nos próximos dias.


Países que receberam a carta

  • Japão: tarifa de 25%
  • Coreia do Sul: tarifa de 25%
  • Myanmar: tarifa de 40%
  • Laos: tarifa de 40%
  • África do Sul: tarifa de 30%
    Cazaquistão: tarifa de 25%
  • Malásia: tarifa de 25%

Além das cartas, Trump vai prolongar formalmente o prazo para a implementação das tarifas, que variam de 25% a 40%, desta quarta-feira (9/7) para 1º de agosto. O objetivo é dar aos países mais tempo para negociar acordos.