Setor público tem déficit primário de R$ 33,7 bilhões em maio, diz BC

Embora negativo, o resultado é melhor do que o registrado em maio de 2024, quando o setor público foi deficitário em R$ 63,9 bilhões

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O setor público consolidado do Brasil — formado por União, estados, municípios e estatais — teve déficit primário (o saldo entre receitas e despesas, sem o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 33,7 bilhões em maio. A dívida também avançou no mês.

Embora negativo, o resultado é melhor do que o registrado em maio de 2024, quando o setor público foi deficitário em R$ 63,9 bilhões. É o que mostra o boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (30/6).

Na semana passada, o Tesouro Nacional informou que as contas do governo central — Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social — registraram déficit primário de R$ 40,6 bilhões em maio.

Em 12 meses, o setor público consolidado acumula superávit de R$ 24,1 bilhões — o equivalente a 0,20% do Produto Interno Bruto (PIB) —, ante déficit de R$ 6 bilhões, 0,05% do PIB, acumulado até abril.

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) e as empresas estatais apresentaram déficits de R$ 37,4 bilhões e R$ 926 milhões, respectivamente. Enquanto os governos regionais foram superavitários em R$ 4,5 bilhões.

Dívida bruta cresce

A dívida bruta do governo geral (DBGG) subiu para 76,1% do PIB (R$ 9,3 trilhões) — alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. A DBGG compreende o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos federal, estaduais e municipais.

Conforme o boletim, a evolução da dívida bruta em maio decorreu dos juros nominais apropriados e da variação do PIB nominal. No ano, a DBGG teve redução de 0,4 ponto do PIB.

A dívida líquida do setor público (DLSP) também cresceu no período analisado pelo Banco Central. A DLSP atingiu 62% do PIB (R$ 7,5 trilhões) em maio — acréscimo de 0,5 ponto do PIB no mês.

Segundo o BC, esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados, do déficit primário, do efeito da desvalorização cambial de 0,8% no mês e da variação do PIB nominal. No ano, a DLSP também aumentou 0,5 ponto do PIB.

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