Ricos recebem 35 vezes mais que a metade da população pobre, diz IBGE

De acordo com a pesquisa, em 2020, o rendimento médio domiciliar per capita dos ricos foi de R$ 15.816, enquanto dos mais pobres foi R$ 453

atualizado 19/11/2021 16:07

desigualdade socialAgência estado

A parcela de 1% da população brasileira com maior renda mensal ganha ao menos 34,9 vezes mais que a metade dos brasileiros com os menores rendimentos. É o que apontam dados divulgados nesta sexta-feira (19/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, em 2020, o rendimento médio domiciliar per capita dos mais privilegiados financeiramente foi de R$ 15.816, enquanto a renda média do grupo mais pobre foi de R$ 453.

Curiosamente, um ano antes da pandemia da Covid-19 fraturar o país economicamente, em 2019, essa diferença entre o rendimento dos mais ricos e mais pobres era de 40 vezes, considerada a maior da série histórica iniciada em 2012.

De acordo com a analista do IBGE, Alessandra Scalioni, a leve redução da desigualdade econômica no Brasil tem relação direta com o Auxílio Emergencial, programa criado pelo governo para mitigar os efeitos da pandemia para os mais vulneráveis.

“Houve uma piora do mercado de trabalho. Muita gente perdeu ocupação, mas o auxílio emergencial segurou quem tinha rendas domiciliares menores. Isso tornou a distribuição de renda do país menos desigual”, disse a analista da pesquisa, Alessandra Scalioni.

Região

A queda nos números refletiu no Índice de Gini, que mede a desigualdade econômica no país. O indicador caiu de 0,544, em 2019, para 0,524, em 2020. Quanto mais próximo de zero, maior a igualdade de renda.

Regionalmente, o Nordeste teve o maior índice de Gini entre as regiões (0,526), seguido pelo Sudeste (0,517), Centro-Oeste (0,496) e Norte (0,495). O Sul teve o menor indicador da série (0,457).

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