Renda volta a subir 2,9% após dois anos em queda, aponta IBGE
O rendimento chegou ao total de R$ 2.693 em julho. Crescimento é impulsionado por empregadores, militares, funcionários públicos e autônomos
atualizado
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Após dois anos em uma trajetória de queda, o rendimento real habitual do trabalho (remuneração recebida mensalmente, sem acréscimos extraordinários ou descontos esporádicos) voltou a registrar crescimento no trimestre encerrado em julho.
A renda subiu 2,9% em relação ao trimestre anterior – de fevereiro a abril –, chegando a R$ 2.693. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (31/8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador contempla apenas os ganhos com o trabalho, e não leva em consideração outras fontes, como benefícios sociais.
De acordo com o IBGE, o aumento é resultado do rendimento dos empregadores (6,1%, ou mais R$ 369), dos militares e funcionários públicos estatutários (3,8%, ou mais R$ 176) e dos trabalhadores por conta própria (3%, ou mais R$ 63).
Setores beneficiados
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,2%, ou mais R$ 70) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,1%, ou mais R$ 78) são os setores profissionais que tiveram um aumento do rendimento médio real habitual. Os demais grupos não apresentaram variação significativa.
Apesar do avanço, os dados da renda ainda demonstram fragilidade na comparação com outros períodos da série histórica. O novo valor é o segundo menor da série histórica para o trimestre encerrado em julho, superando apenas o verificado em igual período de 2012 (R$ 2.685).
Desemprego
A taxa de desemprego no país recuou para 9,1% no trimestre encerrado em julho. Esse é o menor índice da série desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, quando a taxa também atingiu o patamar de 9,1%.
Mas a falta de trabalho ainda atinge 9,9 milhões de pessoas, menor nível desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
A taxa de desemprego estava em 10,5% no trimestre até abril, período mais recente da série histórica comparável.
De acordo com o atual estudo do IBGE, o contingente de pessoas ocupadas alcançou 98,7 milhões, recorde da série histórica iniciada em 2012. A alta foi de 2,2% (mais 2,2 milhões) ante o trimestre anterior.
Até o primeiro turno das eleições, marcada para 2 de outubro, haverá mais uma divulgação da Pnad, prevista para 30 de setembro. A nova edição contemplará dados até agosto.

















