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Economia

Pressionado pela inflação, Copom eleva taxa básica de juros para 5,25%

É a quarta alta consecutiva da taxa Selic em 2021

04/08/2021 19:00, atualizado 04/08/2021 19:04
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Pressionado pela inflação, Copom eleva taxa básica de juros para 5,25%

Conforme já era esperado pelo mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (4/8), aumentar a taxa Selic (a taxa básica da economia e que regula os juros) em um ponto percentual, de 4,25% para 5,25% ao ano.

É a quarta alta consecutivo do indicador em 2021. A medida busca controlar a inflação, que já chegou no acumulado dos últimos 12 meses a 8,35%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho e deve continuar crescendo. Segundo o IBGE, a taxa é a maior desde setembro de 2016 (8,48%).

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A expectativa de elevação dos juros, entretanto, está cada vez mais longe da meta do governo, que era de 3,75%. Conforme apontou o Relatório Focus desta semana, essa pressão surge dos preços abusivos dos combustíveis, alimentos e energia elétrica. 

A chefe de Economia da Rico Investimentos, Rachel de Sá, explicou ao Metrópoles que a inflação corrente é um dos motivos que levam ao aumento da Selic, mas não o único. O BC também busca passar uma mensagem mais dura para não desancorar as expectativas fiscais do ano que vem.

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“As mudanças demoram até afetar a economia. A Selic mais alta desestimula a economia pelo canal de crédito e de expectativa. Se um comerciante, por exemplo, não acredita que aquela alta é temporária, ele regula seus preços pensando nisso. Existe uma ancoragem das expectativas”, afirmou. “O BC precisa passar uma mensagem forte para a população”, completou.

Consequências

Segundo economistas ouvidos pelo Metrópoles, o aumento dos juros provocará taxas bancárias mais elevadas, impactando, assim, o consumo da população e os investimentos produtivos.

Outro problema previsto pelos especialistas são despesas maiores com os juros da dívida pública. O crescimento da Selic em um ponto percentual gera aumento R$ 30,8 bilhões de reais na dívida bruta e de R$ 31,9 bilhões na dívida líquida.

“Não podemos esquecer que esse movimento de alta da Selic prejudica a dívida e gera um grande problema para o país. Mas, o papel do BC é controlar a inflação. Se a dívida esta alta, isso não é culpa do BC, mas do governo. As políticas devem ser coordenadas”, ponderou Raquel.