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Economia

Presidente da Anape: combate à corrupção depende da eleição de bons gestores

Declaração ocorreu durante o webinar  “A pandemia e o vírus da corrupção: o combate à Covid-19 como terreno fértil para irregularidades”

28/09/2021 11:27, atualizado 28/09/2021 15:11
Hugo Barreto
Presidente da Anape: combate à corrupção depende da eleição de bons gestores

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape), Vicente Braga, afirmo que o combate à corrupção durante a pandemia da Covid-19 poderia ter avançado se tivessem sido eleitos bons gestores.

De abril de 2020 a agosto de 2021, a Polícia Federal promoveu mais de 100 operações de repressão ao desvio e à utilização indevida de verbas públicas federais destinadas ao combate à pandemia. O montante de contratos de produtos e serviços investigados atinge aproximadamente R$ 3,2 bilhões. Esses dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Quando a gente tenta entender como poderia avançar no combate a corrupção, com certeza a resposta passa pelo intercâmbio de procedimentos entre cada um dos entes da federação, passa pela eleição de bons gestores, pessoas bem intencionadas nos cargos eletivos. Sem isso não conseguimos resolver esse problema”, afirmou Braga.

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A declaração ocorreu durante o webinar  “A pandemia e o vírus da corrupção: o combate à Covid-19 como terreno fértil para irregularidades”, realizado pelo Metrópoles e promovido pela Anape, com mediação do jornalista Caio Barbieri, nessa segunda-feira (28/9).

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No evento, autoridades debateram os mecanismos capazes de minimizar irregularidades e desvios durante a crise sanitária promovida pela Covid-19. Além Vicente Braga, participaram do webinar o ministro Gilmar Mendes e o senador Rogério Carvalho.

De acordo com as autoridades, a desinformação foi uma grande catalisadora da corrupção na pandemia. Segundo o senador, estudos indicam que há indícios de corrupção em torno de R$ 200 milhões.

“Alguns gestores mal intencionados enxergaram naquilo uma janela de oportunidades. O desvio de recursos num momento normal já é repugnante, mas pior ainda é num momento de saúde pública. O prejuízo é a perda de uma vida”, avaliou o congressista.