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Economia

PIB brasileiro cai 1,5% no primeiro trimestre deste ano, diz IBGE

Retração da economia foi causada, principalmente, pelo recuo de 1,6% nos serviços e de 1,4% na indústria

29/05/2020 09:07, atualizado 29/05/2020 11:27
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Afetado pela pandemia do novo coronavírus, o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 1,5% no primeiro trimestre deste ano quando comparado com o último trimestre de 2019. Em valores correntes, o PIB — a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil — chegou a R$ 1,8 trilhão.

Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais divulgados nesta sexta-feira (29/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao primeiro trimestre de 2019, a economia recuou 0,3%. Veja aqui todos os números apresentados.

A queda interrompe sequência de quatro trimestres de crescimentos seguidos e marca o menor resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015, em meio à crise do governo de Dilma Rousseff (PT). Com isso, o PIB está em patamar semelhante ao que se encontrava em 2012.

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De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a retração da economia foi causada, principalmente, pelo recuo de 1,6% nos serviços e de 1,4% na indústria. Enquanto isso, a agropecuária cresceu 0,6% — exportações têm registrado bons números apesar da pandemia.

“Aconteceu no Brasil o mesmo que ocorreu em outros países afetados pela pandemia, que foi o recuo nos serviços direcionados às famílias devido ao fechamento dos estabelecimentos. Bens duráveis, veículos, vestuário, salões de beleza, academia, alojamento e alimentação sofreram bastante com o isolamento social”, explica.

Consumo das famílias

Os efeitos da pandemia também influenciaram a queda de 2% no consumo das famílias, o maior recuo desde a crise de energia elétrica em 2001, durante o governo de Fernando Henrique (PSDB). Na prática, o consumo das famílias pesa 65% do PIB, conforme explicou Rebeca.

O consumo do governo ficou praticamente estável (0,2%) no primeiro trimestre deste ano, mesmo patamar do último trimestre de 2019.

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