Pandemia faz comércio ter queda recorde de 4% nos postos de trabalho

Os dados são da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2020, divulgada na manhã desta quarta-feira (17/8) pelo IBGE

atualizado 17/08/2022 11:53

Mulher de camisa azul escolhe produtos Rafaela Felicciano/Metrópoles

A pandemia de Covid-19 levou o varejo a um patamar de retração recorde. Em 2020, o comércio brasileiro perdeu 4,0% de sua ocupação, 7,4% das empresas e 7% das lojas. Os dados são da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2020, divulgada na manhã desta quarta-feira (17/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos 404,1 mil trabalhadores que saíram do setor, 90,4% — 365,4 mil em números absolutos — estavam empregados no varejo.

Nesse segmento, apenas duas atividades, consideradas serviços essenciais durante a crise sanitária, tiveram incremento de pessoal: a de hipermercados e supermercados (1,8 mil pessoas) e a de produtos farmacêuticos, perfumaria, cosméticos e artigos médicos, ópticos e ortopédicos (318 pessoas).

“Foi a maior queda na ocupação do comércio, no intervalo de um ano, desde o início da série histórica da pesquisa, em 2007”, informa o IBGE, em nota.

Dois dos três grandes segmentos do comércio tiveram queda. O setor varejista teve contração de 4,8%. No segmento de veículos, peças e motocicletas, a baixa chega a 8,5%.

Em um ano, o segmento varejista de tecidos, vestuário, calçados e armarinho sofreu retração de 176,6 mil trabalhadores, o que representa uma perda de 15,3% em seu contingente de ocupados. Além disso, o número de empresas desse setor caiu 15,6%. Isso corresponde a 32,6 mil estabelecimentos comerciais a menos.

Veja outros destaques da pesquisa:

  • Setor varejista de produtos alimentícios, bebidas e fumo perdeu 81,5 mil trabalhadores.
  • O material de construção, 59,7 mil.
  • Apenas o atacado teve aumento nessa comparação (2,2%, ou mais 37,9 mil trabalhadores).
  • As contratações de madeira, ferragens, ferramentas, materiais elétricos e material de construção teve alta de 10,0%.
  • Produtos alimentícios, bebidas e fumo  subiu 4,4%.
  • O setor de mercadorias em geral cresceu 6,1%.
  • As maiores taxas foram de atividades varejistas: tecidos, vestuário, calçados e armarinho (80,0%); e artigos culturais, recreativos e esportivos (62,8%).
  • Entre as menores taxas de margem de comercialização estão o comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes (6,8%) e o comércio de veículos automotores (13,0%).

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