Mercado projeta inflação maior após reajuste nos combustíveis: 6,45%

Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (14/3) trouxe um salto na projeção para a inflação de 2022. Juros mais altos são esperados

atualizado

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Bomba de gasolina com preço
1 de 1 Bomba de gasolina com preço - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O mercado financeiro elevou consideravelmente a projeção sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação, em 2022. A projeção subiu de 5,65% para 6,45%. É a nona semana seguida de piora nas projeções para a inflação.

A nova estimativa está no Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) após consultas a economistas para os principais indicadores econômicos do Brasil.

A divulgação dos novos números ocorre após a Petrobras anunciar reajustes nos preços dos combustíveis no país, em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, puxados pela guerra na Ucrânia. O preço médio da gasolina teve aumento de 18,8%; e para o diesel, a alta foi de 24,9%.

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Há quatro tributos que incidem sobre os combustíveis vendidos nos postos: três federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e um estadual (ICMS)
No caso da gasolina, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a composição do preço nos postos se dá por uma porcentagem em cima de cada tributo
O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis
Além do lucro da Petrobras, o valor final depende das movimentações internacionais em relação ao custo do petróleo, e acaba sendo influenciado diretamente pela situação do real – se mais valorizado ou desvalorizado
A composição, então, se dá da seguinte forma: 27,9% – tributo estadual (ICMS); 11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins); 32,9% – lucro da Petrobras; 15,9% – custo do etanol presente na mistura e 11,7% – distribuição e revenda do combustível
O preço da gasolina tem uma explicação! Alguns índices são responsáveis pelo valor do litro de gasolina, que é repassado ao consumidor na hora de abastecer
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O preço da gasolina tem uma explicação! Alguns índices são responsáveis pelo valor do litro de gasolina, que é repassado ao consumidor na hora de abastecer

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Há quatro tributos que incidem sobre os combustíveis vendidos nos postos: três federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e um estadual (ICMS)
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Há quatro tributos que incidem sobre os combustíveis vendidos nos postos: três federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e um estadual (ICMS)

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No caso da gasolina, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a composição do preço nos postos se dá por uma porcentagem em cima de cada tributo
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No caso da gasolina, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a composição do preço nos postos se dá por uma porcentagem em cima de cada tributo

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O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis
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O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis

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Além do lucro da Petrobras, o valor final depende das movimentações internacionais em relação ao custo do petróleo, e acaba sendo influenciado diretamente pela situação do real – se mais valorizado ou desvalorizado
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Além do lucro da Petrobras, o valor final depende das movimentações internacionais em relação ao custo do petróleo, e acaba sendo influenciado diretamente pela situação do real – se mais valorizado ou desvalorizado

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A composição, então, se dá da seguinte forma: 27,9% – tributo estadual (ICMS); 11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins); 32,9% – lucro da Petrobras; 15,9% – custo do etanol presente na mistura e 11,7% – distribuição e revenda do combustível
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A composição, então, se dá da seguinte forma: 27,9% – tributo estadual (ICMS); 11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins); 32,9% – lucro da Petrobras; 15,9% – custo do etanol presente na mistura e 11,7% – distribuição e revenda do combustível

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O disparo da moeda americana no câmbio, por exemplo, encarece o preço do combustível e pode ser considerado o principal vilão para o bolso do consumidor, uma vez que o Brasil importa petróleo e paga em dólar o valor do barril, que corresponde a mais de R$ 400 na conversão atual
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O disparo da moeda americana no câmbio, por exemplo, encarece o preço do combustível e pode ser considerado o principal vilão para o bolso do consumidor, uma vez que o Brasil importa petróleo e paga em dólar o valor do barril, que corresponde a mais de R$ 400 na conversão atual

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A alíquota do ICMS, que é estadual, varia de local para local, mas, em média, representa 78% da carga tributária sobre álcool e diesel, e 66% sobre gasolina, segundo estudos da Fecombustíveis
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A alíquota do ICMS, que é estadual, varia de local para local, mas, em média, representa 78% da carga tributária sobre álcool e diesel, e 66% sobre gasolina, segundo estudos da Fecombustíveis

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A meta de inflação perseguida pelo Banco Central este ano é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, podendo variar entre 5% e 2%. A nova estimativa dos agentes financeiros leva a inflação a se distanciar ainda mais da meta.

Caso se confirme a estimativa do mercado, a inflação deve ficar fora do intervalo pelo segundo ano seguido. Em 2021, o IPCA somou 10,06%, o maior desde 2015.

Para 2023, a estimativa para a inflação também aumentou, de 3,51% para 3,70%, mas ainda está dentro da meta. Para o próximo ano, a meta foi fixada em 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Selic e dólar

Também foi elevada a previsão para a Selic em 2022, de 12,25% ao ano para 12,75%. Em 2023, espera-se que a Selic fique em 8,75%, mais do que a expectativa da semana passada (8,25%).

No início de fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, para 10,75%. O aumento levou a taxa ao maior patamar em quatro anos. O Copom se reúne nesta semana.

Os agentes do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central aumentaram as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. A expectativa é que a economia brasileira cresça 0,49% este ano. Na semana passada, a estimativa era de crescimento de 0,42%.

Para 2023, a previsão caiu de 1,50% para 1,43%.

As expectativas para o dólar melhoraram, com redução de R$ 5,40 para R$ 5,30 em 2022 e de R$ 5,30 para R$ 5,21 para o próximo ano.

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