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Economia

Mais otimista que o mercado, Guedes mantém queda do PIB em 4,7% para 2020

O número foi divulgado nesta quarta-feira. A pasta afirma que estimava foi mantida "refletindo um efeito positivo das políticas adotadas"

15/07/2020 11:46, atualizado 15/07/2020 17:13
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Igo Estrela/Metrópoles
Ministro da Economia, Paulo Guedes

O Ministério da Economia manteve a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 4,7% para este ano. A retração se deve aos impactos da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O número foi divulgado nesta quarta-feira (15/7). A pasta afirma que a estimava foi mantida “diante da melhoria dos indicadores, refletindo um efeito positivo das políticas adotadas”.

“Embora o período de isolamento social no país seja um dos mais prolongados no mundo, o Brasil foi um dos países com políticas econômicas mais focadas dentre os emergentes. Como resultado, a atividade tem mostrado sinais de recuperação mesmo durante o isolamento”, destaca o governo, em nota.

No primeiro trimestre de 2020, a economia brasileira recuou 1,5%. O governo acredita que a pior fase passou e que a economia já voltou a se recuperar. “Abril foi um mês em que a retração econômica foi mais intensa. Agora, há um movimento de recuperação. Vários dados apontam para isso, não só do setor de serviço e varejo, mas também na construção civil e alguns indicadores financeiros”, disse o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, por videoconferência.

O governo atribui às políticas de proteção social, como o auxílio emergencial de R$ 600, os impactos positivos. “Mesmo diante da perda de empregos e redução de salários, as políticas adotadas elevaram a massa salarial no período, o que, além de proteger os mais vulneráveis, têm sido importantes para garantir demanda a diversas firmas e setores durante esse período”, concluiu Waldery.

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Em maio, durante o pico da crise causada pelo coronavírus, o governo já estimava uma queda de 4,7% do PIB. Antes, na segunda quinzena de março, início da crise, a expectativa era apenas de uma estagnação econômica. Já antes da Covid-19, o governo estava otimista: as previsões eram de crescimento de 2,40%, depois revisado para 2,10%.

Mercado mais pessimista

No mercado financeiro, conforme o boletim Focus, a expectativa para a economia neste ano passou de retração 6,5% para queda de 6,1%.

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), respectivamente, já projetam que a economia brasileira despenque 8% e 9,1% em 2020.

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