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Economia

IGP-10: inflação desacelera em julho, mas acumula 10,87% em 12 meses

Indicador demonstra alta de 0,6% no período entre junho e julho, desaceleração após taxa de 0,74%. Leite continua puxando preços

18/07/2022 09:19
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Reprodução/Pixabay
Foto colorida de um copo com leite - Metrópoles

Os preços começam a dar um respiro para o brasileiro. O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 0,6% em julho. Ou seja, houve uma desaceleração, já que no mês passado, havia variado 0,74%.

Mesmo com essa queda, o indicador acumula alta de 9,18% no ano e 10,87% em 12 meses. O IGP-10 é o indicador que mede a situação da economia brasileira entre os dias 11 do mês anterior até o dia 10 do mês de referência, e é considerado a prévia do IGP-M, a inflação do aluguel.

Os dados foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (18/7).

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Em outras palavras, se há  aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país
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Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país

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Em outras palavras, se há  aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
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Em outras palavras, se há aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda

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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles

Javier Ghersi/ Getty Images
No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras

boonchai wedmakawand/ Getty Images
De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas

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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda

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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros
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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros

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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas
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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas

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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido
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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido

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No indicador dos preços ao consumidor (IPC), ponderado na composição do IGP-10, houve variação positiva de 0,42%, uma redução no ritmo de altas, já que em junho havia registrado aumento de 0,72%.

Das oito classes que compõem, sete mostram queda ou desaceleração: Transportes (0,45% para -0,41%); Educação, Leitura e Recreação (3,15% para 1,52%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,84% para 0,24%); Vestuário (1,83% para 0,80%); Comunicação (-0,25% para -0,79%); Despesas Diversas (0,66% para 0,22%); e Habitação (0,13% para 0,07%).

Somente a alimentação demonstra alta, foi de 0,42% para 1,48%. Essa alta foi puxada pelos laticínios. De junho para julho, a alta foi de 3,94% para 8,81%. O leite longa vida, por exemplo, havia variado 5,45% no indicador de junho. Em julho, subiu a 16,74% no mês.

Sobre os transportes, duas das maiores influências da redução foram a gasolina e o etanol. Em junho, a primeira havia subido 0,24%, e no presente índice caiu em 1,49%. Já o etanol, que já marcava queda de 2,47%, caiu em 7,57% no mês.

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Preços ao produtor

Falando em preços ao produtor, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu em 0,57% em julho. No mês anterior havia crescido 0,47%. Destaca-se que a alta dos alimentos se reflete já no produtor. Alimentos processados, que sofriam queda de 0,25%, sobem em 1,52% em julho.

O leite in natura continua em alta: de 7,09% no mês anterior para 7,91%. Leite industrializado se acentua ainda mais: vai de 3,88% para 16,3% em julho.

Bens intermediários, puxados pelos combustíveis e lubrificantes para a produção, passou de 1,57% para 1,59%. Esse subgrupo que liderou a alta subiu de 7,81% para 9,07%. O óleo diesel subiu 10,91% no mês, após o crescimento de 8,66% em junho.

Custo da construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 1,26% em julho, o que representa uma desaceleração frente ao 3,29% do mês anterior. Todos os três componentes do indicador demonstram arrefecimento: Materiais e Equipamentos (caiu de 1,66% para 0,94%); Serviços (0,69% para 0,59%); e Mão de Obra (5,30% para 1,67%).

A Mão de Obra para a construção, com os resultados de julho, já acumula alta de 9,15% no ano. Em 12 meses, 10,24%. Nesse período de 12 meses, a alta dos Materiais, Equipamentos e Serviços já chega a 13,12%.