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Economia

Haddad diz que reforma administrativa deve começar por supersalários

Para Haddad, o fim dos supersalários e as mudanças na aposentadoria das Forças Armadas deveriam preceder qualquer votação no Congresso

02/06/2025 10:02, atualizado 02/06/2025 12:12
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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Haddad diz que reforma administrativa deve começar por supersalários

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta segunda-feira (2/6), que a questão do fim dos supersalários e as mudanças na aposentadoria das Forças Armadas do país deveriam “preceder toda e qualquer votação” no Congresso Nacional.

Ao ser questionado se a reforma administrativa é uma prioridade do governo, Haddad se limitou a dizer que a equipe econômica do governo federal encaminhou propostas que abarcam o tema ao Congresso. Veja:

“Nós já mandamos algumas dimensões da reforma administrativa – que, na minha opinião, deveriam preceder toda e qualquer votação –, que é a questão dos supersalários e do acordo que foi feito com as Forças sobre aposentadoria”, declarou a jornalistas.

Ele completou: “Daríamos um bom exemplo para começar a discutir esse tema, começando pelo topo do serviço público”.

O tópico da reforma administrativa tem sido pautado, por parlamentares e parte do mercado financeiro, como uma forma de contribuir na compensação dos gastos da União e ajudar no cumprimento da meta fiscal, que, para este ano, é de déficit zero.

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“Tem aspectos da reforma administrativa que aumentam o gasto. Tenho alertado o Congresso há algum tempo”, afirmou o ministro, que indicou que tratará do assunto com o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), coordenador do grupo de trabalho da Câmara dos Deputados responsável por debater a reforma administrativa.

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Fernando Haddad e parlamentares
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Fernando Haddad e José Guimarães
Haddad é ministro da Fazenda desde o início do governo Lula
Alcolumbre e Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
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Diogo Zacarias/MF

Fetiche

Haddad chegou a dizer que há “um pouco de um fetiche em torno da expressão” da reforma administrativa.

“Precisamos notar que, quando você fala em reforma administrativa, tem um pouco de um fetiche em torno da expressão, mas, quando você faz a conta, a conta não fecha. Então, precisa [ter] cautela”, ponderou ele.