Guedes: se a Kirchner quiser fechar o Mercosul, Brasil sai do bloco

O ministro da Economia minimizou ainda agravamento da crise da Argentina e o impacto para o Brasil

atualizado 15/08/2019 17:02

paulo guedesRafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (15/08/2019) em evento do Santander que, se o candidato da ex-presidente Cristina Kirchner vencer as eleições na Argentina e quiser fechar o Mercosul – atrapalhando o acordo com a União Europeia –, o Brasil sairá do bloco.

“E se a Kirchner quiser fechar [o Mercosul para acordos externos]? Se quiser fechar, a gente sai do Mercosul. E se quiser abrir? Então vou dizer bem-vinda, moça, senta aí”, pontuou.

Guedes minimizou ainda um agravamento da crise da Argentina e o impacto para o Brasil. Segundo o economista, a indústria automotiva apenas é tão afetada porque a economia brasileira é muito fechada. “Nosso foco é recuperar a nossa dinâmica de crescimento. Desde quando o país, para crescer, precisou da Argentina? Quem disse que esse é o modelo que a gente quer, queremos ter indústria competitiva”, destacou.

Ao falar sobre a reforma da Previdência, o ministro afirmou que vai tentar, “mais para frente”, passar um regime de capitalização no Congresso Nacional. Em relação à reforma tributária, frisou que não haverá surpresas e que o governo garantirá previsibilidade.

“Há previsibilidade, não tem susto, não tem surpresa. Não vem um imposto único e acabou tudo. Vamos pegando os impostos, simplificando, criando bases, tentando reduzir alíquotas”, garantiu.

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