Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Guedes diz que salário de ministros do STF, de R$ 39 mil, é muito baixo

Para o ministro da Economia, é preciso haver uma diferença entre a remuneração dos que acabaram de entrar e servidores do alto escalão

09/09/2020 11:52, atualizado 09/09/2020 14:05
Hugo Barreto/Metropoles
Ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (9/9) que o teto do funcionalismo público, medido pelo salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 39,2 mil, é muito baixo.

Segundo ele, é preciso ter uma “enorme diferença” entre os jovens que iniciam na carreira e os servidores do alto escalão e, por isso, “ministros do Supremo devem receber muito mais do que recebem hoje”.

“Acho um absurdo os salários da alta administração brasileira. Acho que são muito baixos”, disse Guedes, nesta manhã. Ele participa de uma live, mediada pelo IDP, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a reforma administrativa.

“Tem muita gente preocupado com o teto. A minha preocupação é o contrário: preservar pessoas de qualidade no serviço público”, disse o ministro da Economia.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“O Brasil, seguindo o caminho da prosperidade, vai ser difícil reter gente de qualidade, a não ser que o setor público entre na ordem da meritocracia”, afirmou Guedes. “Tem que haver uma enorme diferença de salário, sim, na administração brasileira. Quantos chegam ao Supremo Tribunal Federal, ao TCU?”, completou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Guedes citou como exemplo o ex-secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que saiu do governo em julho deste ano.

Segundo ele, Mansueto ganhava 20% acima de “um jovem que passou no concurso público para a carreira judiciária”.

Guedes diz que salário de ministros do STF, de R$ 39 mil, é muito baixo - destaque galeria
7 imagens
Ministro da Economia, Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro
Ministro da Economia, Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes
1 de 7

Ministro da Economia, Paulo Guedes

Igo Estrela/Metrópoles
Ministro da Economia, Paulo Guedes
2 de 7

Ministro da Economia, Paulo Guedes

Hugo Barreto/Metrópoles
Ministro da Economia, Paulo Guedes
3 de 7

Ministro da Economia, Paulo Guedes

Reprodução
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro
4 de 7

Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro

Isac Nóbrega/PR
Ministro da Economia, Paulo Guedes
5 de 7

Ministro da Economia, Paulo Guedes

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ministro da Economia, Paulo Guedes
6 de 7

Ministro da Economia, Paulo Guedes

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ministro da Economia, Paulo Guedes
7 de 7

Ministro da Economia, Paulo Guedes

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

“Todos esses direitos — à estabilidade do emprego, progressão salarial, tudo isso — têm que vir em cima da meritocracia”, afirmou.

Guedes ressaltou ainda que o jovem que entra na administração pública deve ser avaliado por sete anos. “[Tem que ver se ele] joga bem em equipe, se é confiável ou se é um dos vazadores gerais, se tem responsabilidade, se é assíduo”, completou.