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Economia

Guedes afirma que CPI da Covid-19 "embaralha" aprovação das reformas

"Um chama o outro de bandido, o outro fala que o outro está matando gente. É um perde-perde geral", diz ministro da Economia sobre comissão

01/07/2021 18:54
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Igo Estrela/ Metrópoles
Paulo Guedes, ministro da econômia e o presidente jair bolsonaro durante lançamento do Programa Gigantes do Asfalto no palácio do Planalto

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (1º/7) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 “embaralha” o Congresso e atrapalha o trâmite das reformas estruturantes, como a tributária e a administrativa. A Comissão investiga a atuação do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia.

“Um chama o outro de bandido, o outro fala que o outro está matando gente. É um perde-perde geral”, disse o ministro, em evento virtual com o empresário Abílio Diniz. “Estamos antecipando o ciclo eleitoral, o que não é muito bom para o país. O melhor para o país é o ganha-ganha das vacinas e das reformas”, ponderou.

Ainda em tom de crítica, Guedes continuou sua avaliação sobre a CPI: “Quando se está na guerra, você espera acabar a guerra. Aí você dá medalha a quem trabalhou direito”.

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Nas últimas semanas, a Comissão avançou em investigações sobre ações do governo Bolsonaro envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin. O imunizante é o mais caro negociado até agora e o contrato foi suspenso nessa terça-feira (29/6). A Procuradoria da República no Distrito Federal informou que abriu uma investigação criminal sobre as negociações para aquisição do imunizante.

Diante das acusações, o governo partiu em sua defesa. Na véspera do diálogo entre Guedes e Diniz, Bolsonaro fez um discurso em Ponta Porã, onde chamou senadores da CPI de “bandidos”. “Não conseguem nos atingir. Não vai ser com mentiras ou com CPI integrada por sete bandidos que vão nos tirar daqui”, afirmou à plateia.

Nesta tarde, Guedes fez sua versão do discurso. “O presidente não entra em conversa furada de corrupção, não dá nem espaço para esse tipo de conversa”, defendeu. “Tenho certeza de que em nenhum momento isso vai atingi-lo”, concluiu.