Greve dos caminhoneiros afetou consumo de energia do país, diz ONS

No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde a ficam maior parte das indústria brasileira, a paralisação afetou fortemente o consumo de energia

atualizado 15/06/2018 20:32

DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (ONS) subiu 0,1% em maio, comparado a maio de 2017, mas registrou queda de 5,1% se comparado ao mês anterior, afetada pela greve dos caminhoneiros. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15/6) pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). A região mais afetada foi a Sul, com queda da ordem de 9,2% no consumo de energia elétrica em maio contra abril, de acordo com o comunicado.

“Segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), a greve dos caminhoneiros e a crise cambial da Argentina, principal destino de produtos manufaturados do estado, afetaram fortemente as exportações gaúchas em maio”, diz o texto do ONS. A entidade destaca que o valor embarcado pela indústria de transformação (US$ 940 milhões) foi 10,6% menor no mês, em comparação ao mesmo período de 2017.

No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde se concentra a maior parte das indústria do país, a greve de caminhoneiros também afetou fortemente o consumo de energia. Em relação a abril, a queda da carga despachada pelo ONS em maio recuou 5,7%, mas subiu 1% na comparação anual.

O Nordeste registrou alta nas duas comparações, de 1,3% frente a maio 2017 e de 0,3% contra abril de 2018. “O comportamento da carga do subsistema Nordeste é explicado, principalmente, pela ocorrência de chuvas acompanhadas de temperaturas médias inferiores às verificadas em maio/17”, explicou o operador.

Já o subsistema Norte teve queda de consumo de 7,9% em um ano e de 3,1% em relação a abril de 2018. “A taxa de crescimento do mês de maio pode ser explicada, principalmente, pela redução da carga de um consumidor livre da rede básica a partir de meados do mês”, informou.

O operador observa que o comportamento da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), que vinha apresentando sinais de crescimento em decorrência da retomada da economia, teve seu desempenho impactado pelo cenário do mercado externo e pelas incertezas econômicas e políticas.

“Além disso, os efeitos na economia, relativos à greve dos caminhoneiros nas últimas duas semanas de maio, também influenciaram o desempenho da carga no mês”, afirmou.

Últimas notícias