Governo remaneja servidores do Dataprev para reduzir fila do INSS

Essa é mais uma tentativa para diminuir a fila de 2 milhões de processos que aguardam avaliação. Militares também serão convocados

Andre Borges/Esp. Metrópoles

atualizado 16/01/2020 14:31

Em mais uma tentativa para diminuir a fila de 2 milhões de processos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o governo federal anunciou o remanejamento de servidores do Dataprev, empresa de processamento de dados, para acelerar a análise de benefícios.

Uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (16/01/2020) autoriza o remanejamento de 49 funcionários para atuarem em um mutirão.

A previsão do governo é que o volume de quase 2 milhões de solicitações atualmente represadas seja resolvido até setembro. Pedidos de benefícios do INSS, como aposentadorias, devem ser analisados em até 45 dias.

O tempo médio para concessão de aposentadorias é de 125 dias; pensões, 86; e salário-maternidade, 63. Os funcionário do Dataprev serão cedidos com a condição de depois voltarem ao cargo de origem.

Na última terça-feira (14/01/2020), o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou que o governo vai acionar 7 mil militares da reserva para reforçar o atendimento no INSS.

Atualmente, 8,3 mil servidores do INSS fazem a análise de documentos para a concessão de benefícios. Com a entrada dos militares, 2,5 mil funcionários passarão a cuidar da análise dos pedidos.

O instituto suspendeu a análise de pedidos de segurados feitos após a promulgação da reforma da Previdência, ou seja, desde o último dia 13 de novembro.

Técnicos avaliam que dois fatores degringolaram a situação: a fila de pedidos de benefícios herdada de 2018 e a demora do Dataprev no desenvolvimento do novo sistema com as regras da reforma.

Dataprev privatizado
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decretou a inclusão do Dataprev, empresa de tecnologia e processamento de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no programa de privatizações do governo federal.

A determinação presidencial veio por meio de um decreto. Até então, as qualificações para privatizações eram determinadas pelo conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI).

O governo já havia anunciado a intenção de privatizar o Dataprev. O órgão anunciou, no dia 8 de janeiro, um plano de demissão que afetará 15% do quadro da estatal. Ao todo, 493 dos 3,3 mil servidores serão dispensados.

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