Em reestruturação, Dataprev vai demitir 15% dos servidores

Estatal que processa o pagamento dos benefícios do INSS vai encerrar atividades em 20 estados e dispensar 493 funcionários

Andre Borges/Esp. MetrópolesAndre Borges/Esp. Metrópoles

atualizado 08/01/2020 16:54

O Dataprev, estatal de processamento dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), demitirá 493 servidores. O índice representa 15% do quadro, que possui 3,3 mil funcionários. A expectativa do governo é de gerar uma economia anual de R$ 93 milhões.

O órgão está no radar do governo federal para ser privatizado. O Dataprev encerrará atividades em 20 estados. Um Programa de Adequação de Quadro (PAQ), uma ação de incentivo à exoneração, foi lançado nesta quarta-feira (08/01/2020) pela empresa para desligar os empregados.

Os funcionários que não aderirem ao programa, que prevê um conjunto de incentivos para deixarem a empresa, serão demitidos. Eles não terão a opção de transferência para outras unidades que continuarão funcionando.

“A crescente e inevitável digitalização e modernização das ferramentas tecnológicas trouxeram, nos últimos anos, uma nova lógica de
funcionamento e organização das atividades produtivas da Dataprev. Hoje, essas atividades estão concentradas nas unidades de Processamento de Dados (data centers) e Desenvolvimento (UDs), responsáveis por toda da geração de receita da empresa“, destaca comunicado da empresa.

A estatal entrou no Programa Nacional de Desestatização (PND) do governo federal no fim do ano passado com o Serpro, empresa de processamento de dados. O programa de desligamento ficará aberto para adesão até 20 de janeiro e será encerrado em fevereiro.

“O PAQ é uma ação, dentre diversas outras, focadas no ganho de eficiência e competitividade, que visam o enfrentamento dos desafios
colocados pela atual conjuntura econômica, pelo quadro de restrição orçamentária dos principais clientes e pela necessidade de reposicionamento frente ao mercado”, frisa o texto.

O Dataprev vai centralizar atividades em sete regiões consideradas estratégicas: Ceará, Distrito Federal, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Nesses estados estão localizados os seus data centers e suas unidades de desenvolvimento.

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