Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Galípolo nega ter tratado com Lula sobre nomes dos indicados para o BC

No momento, é esperada uma nova leva de indicados para cargos na diretoria do Banco Central devido ao fim do mandato de dois diretores

25/09/2025 12:56, atualizado 25/09/2025 16:50
Hugo Barreto/Metrópoles
Imagem de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central - Metrópoles

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou, nesta quinta-feira (25/9), que ainda não discutiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) os próximos indicados para a diretoria do BC, que devem ser levados para avaliação do Senado.

Uma próxima leva de indicados para a diretoria do BC é esperada por conta do encerramento do mandato dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução).

“Não tive essa conversa com o presidente sobre os dois próximos indicados”, garantiu Galípolo a jornalistas durante a entrevista coletiva para detalhar o Relatório de Política Monetária (RPM) de setembro.

Ele reforçou que a decisão é uma prerrogativa do presidente Lula. “Cabe ao presidente decidir e escutar quando ele achar pertinente, mas estou num processo de negação aqui, tentando fingir que nenhum dos dois vão embora”, brincou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Questionado sobre o processo de indicação, Galípolo preferiu adotar um tom mais cômico e brincar com os meios em que busca para convencer os atuais diretores a permanecerem nos cargos.

“Estou apelando agora para ligar para a Fernanda, que é a esposa do Diogo, para o namorado do Renato, para ver o que consigo fazer para segurar eles aqui. Pensei em cárcere privado já, estou tentando várias alternativas”, brincou.

O presidente do BC elogiou os diretores e ressaltou ter sido “um prazer” trabalhar com eles. “O que eu posso dizer assim: realmente foi uma honra, um prazer e tem sido poder trabalhar com o Renato e o Diogo”, concluiu.

No caso de indicação, todos os nomes precisam ser sabatinados pelo Senado e aprovados pelo plenário da Casa Alta. Se forem aprovadas ainda neste ano, eles assumirão o cargo de diretor do Banco Central em 1° de janeiro de 2026.