Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Fiesp: sindicatos marcam para dia 21 reunião que pode destituir Josué

Em meio à crise política na Fiesp, Josué Gomes da Silva é um dos nomes mais cotados para assumir o Ministério da Indústria e Comércio

Fábio Matos12/12/2022 07:41, atualizado 12/12/2022 07:45
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Reprodução
Imagem colorida de Josué Gomes da Silva

Sindicatos patronais que fazem oposição ao presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, convocaram uma assembleia extraordinária para o dia 21 de dezembro com o objetivo de destituir o empresário do comando da entidade.

A reunião do dia 21 foi marcada à revelia do comando da federação. A Fiesp foi informada na semana passada sobre a intenção do grupo. Procurada pela reportagem do Metrópoles, a entidade informou que não se manifestará sobre o caso. Até o momento, Josué também não fez comentários.

A ideia inicial dos representantes de 86 dos 106 sindicatos com poder de voto na Fiesp era a de convocar uma assembleia para esta segunda-feira (12/12), mas não houve tempo hábil para viabilizar o encontro.

Caso Josué Gomes seja destituído do cargo, o estatuto da Fiesp determina que assuma o primeiro vice-presidente. Atualmente, esse posto é ocupado por Rafael Cervone, que também preside o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Entenda a crise na Fiesp

A crise política na Fiesp foi deflagrada em outubro, quando membros de 78 sindicatos apresentaram um pedido de convocação de assembleia. Em reunião da diretoria no início de novembro, Josué rechaçou a ofensiva, alegando que não havia elementos que justificassem a assembleia.

Um dos principais opositores de Josué é Nicolau Jacob, presidente emérito da Fiesp, que hoje representa o Sindicato da Indústria de Móveis de Junco e Vime e Vassouras e de Escovas e Pincéis do Estado de São Paulo.

Além dele, o nome de Paulo Skaf, ex-presidente da entidade (de 2004 a 2021), é citado como um dos defensores do grupo que deseja afastar Josué.

O pano de fundo da crise é político. As declarações de Josué durante a campanha, simpáticas à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, desagradaram a Skaf – apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) – e a integrantes da diretoria da Fiesp.

A decisão da entidade de divulgar uma carta “em defesa da democracia”, em agosto, foi considerada um equívoco por expor a Fiesp e atrelar a instituição à candidatura do petista – o documento teve apoio de apenas 14% dos sindicatos industriais.

Apesar de ter sido cogitado inicialmente como candidato a vice e depois como ministeriável de Lula, Josué jamais declarou seu voto publicamente.

Cotado para ministério

A proximidade com Lula fez com que Josué Gomes da Silva se tornasse um dos nomes mais cotados para assumir o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

Empresário da Coteminas, ele é filho de José Alencar (1931-2011), vice-presidente da República entre 2003 e 2010, nos dois governos de Lula.

Em meio à crise política na Fiesp, o empresário ampliou seu favoritismo na bolsa de apostas para integrar o primeiro escalão do futuro governo.

Josué foi eleito presidente da Fiesp em julho do ano passado e assumiu o cargo em janeiro de 2022.

A candidatura de Josué ao comando da Fiesp teve o apoio de Skaf.  Seu mandato à frente da entidade termina em 31 de dezembro de 2025.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters