O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve queda de 1,28% na segunda quadrissemana de agosto, após queda de 1,13% na semana anterior. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (17/8), pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
De acordo com o levantamento, seis das sete capitais pesquisadas registraram decréscimo em suas taxas de variação.
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Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país
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Em outras palavras, se há aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros
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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas
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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido
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A FGV apurou deflação, que é a queda de preços, em Recife (-1,60% para -1,87%), Belo Horizonte (-1,39% para -1,65%), Brasília (-2,37% para -2,61%), Porto Alegre (-0,96% para -1,13%), Rio de Janeiro (-0,96% para -1,13%) e São Paulo (-0,62% para -0,74%).
Por outro lado, Salvador (-1,58% para -1,43%) apresentou acréscimo no IPC-S entre a primeira e segunda quadrissemana de agosto, segundo a FGV.
O indicador acumula alta de 5,86% nos últimos 12 meses, menor do que a de 6,02% da primeira semana.
Entre as quedas, estão os grupos Educação, Leitura e Recreação (-4,40% para -4,99%), Comunicação (-0,23% para -0,46%) e Transportes (-4,98% para -4,99%).
Por outro lado, os grupos que não contribuíram para uma queda maior do IPC-S são: Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para 0,70%), Despesas Diversas (0,28% para 0,34%), Habitação (-0,44% para -0,41%) e Vestuário (0,47% para 0,49%).