Falta de reformas pode elevar taxa de juros, afirma presidente do BC

Nessa segunda-feira (10/1), o presidente Jair Bolsonaro admitiu que reformas econômicas não devem avançar em 2022

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala em comissão no Senado Federal durante sua sabatina. No detalhe ele ouve a pergunta de um senador, diante de microfone - Metrópoles
1 de 1 Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala em comissão no Senado Federal durante sua sabatina. No detalhe ele ouve a pergunta de um senador, diante de microfone - Metrópoles - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto (foto em destaque), ressaltou que as reformas seguem sendo essenciais para o crescimento da economia e para a não elevação da taxa de juros do país.

O recado foi dado em carta enviada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (11/1), ao explicar o estouro do teto da meta da inflação.

Na noite dessa segunda-feira (10/1), o presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu que as reformas econômicas que tramitam no Congresso Nacional não devem avançar em 2022, em razão da proximidade com as eleições.

“A gente gostaria que a reforma administrativa avançasse, por exemplo, mas eu tenho sete mandatos de deputado federal e esses anos em que existem as eleições para presidente, para senadores, para deputados também são anos difíceis, não tem negociação”, disse o chefe do Executivo Federal, em entrevista à Jovem Pan.

Em três anos de governo Bolsonaro, contudo, apenas a reforma da Previdência – entre as grandes prometidas na área econômica – foi aprovada.

As reformas administrativa e tributária, entretanto, não foram aprovadas, apesar de discutidas.

Campos Neto afirmou que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reiterou que o “processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira segue sendo essencial para o crescimento sustentável da economia”.

“Eventual esmorecimento no esforço de reformas estruturais e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, disse.
Falta de reformas pode elevar taxa de juros, afirma presidente do BC - destaque galeria
3 imagens
Banco Central do Brasil
Falta de reformas pode elevar taxa de juros, afirma presidente do BC - imagem 3
Banco Central do Brasil
1 de 3

Banco Central do Brasil

Felipe Menezes/Metrópoles
Banco Central do Brasil
2 de 3

Banco Central do Brasil

Felipe Menezes/Metrópoles
Falta de reformas pode elevar taxa de juros, afirma presidente do BC - imagem 3
3 de 3

Michael Melo/ Metrópoles

Meta da inflação

O envio da carta é consequência do Decreto 3.088, de junho de 1999. As explicações devem ser dadas sempre que a inflação no ano ultrapassar o teto da meta, como aconteceu no ano passado, ou ficar abaixo do piso.

Em 2021, o alvo central da meta para a inflação era de 3,75%, com margem de tolerância que ia de 2,25% até o limite de 5,25%.

A inflação terminou o ano passado, porém, em 10,06%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça.

O presidente do Banco Central atribuiu o estouro da meta de inflação em 2021 a uma mistura de fatores: criação da bandeira de energia elétrica de escassez hídrica, alta das commodities e falta de insumos para as cadeias de produção.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?