Bolsonaro admite que reformas não devem avançar em 2022

Presidente lembrou que ano eleitoral deve impedir votações, porque parlamentares não querem “pagar o preço” para votar temas polêmicos

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Igo Estrela/Metrópoles
Ministro da economia Paulo Guedes, e Bolsonaro durante assinatura do programa
1 de 1 Ministro da economia Paulo Guedes, e Bolsonaro durante assinatura do programa - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu que as reformas econômicas que tramitam no Congresso Nacional não devem avançar em 2022, em razão da proximidade com as eleições.

De acordo com Bolsonaro, o governo gostaria que a reforma administrativa – que altera as regras para os futuros servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados e municípios – avançasse, mas sabe que as negociações em anos eleitorais são complicadas.

“A gente gostaria que a reforma administrativa avançasse, por exemplo, mas eu tenho sete mandatos de deputado federal e nesses anos em que existem as eleições para presidente, para senadores, para deputados também são anos difíceis, não tem negociação”, disse Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan na noite de segunda-feira (11/1).

Ele afirmou ainda que os parlamentares consideram não valer a pena pagar o preço com esse tipo de voto. No caso da reforma administrativa, há forte resistência do funcionalismo público.

“O parlamentar, no final das contas, ele vê onde é que ele vai pagar um preço com aquele voto, contrário ou favorável a tal proposta. Então, muito difícil que qualquer proposta siga dentro do Parlamento que possa despertar qualquer sentimento outro junto ao eleitorado brasileiro”, continuou o presidente.

Em 2021, ao defender a eleição de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara, o governo confiou que as reformas seriam discutidas com maior celeridade. Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, responsabilizavam o ex-presidente da Casa Rodrigo Maia (sem partido-RJ) pela paralisação da agenda.

Falta de apoio, eleição e atrito entre Câmara e Senado travam reformas

No ano passado, porém, o governo não conseguiu prosperar nas negociações e as reformas não foram alavancadas.

Outro tema defendido por Guedes, a reforma tributária foi fatiada em diversos projetos, mas pouco avançou. Nela constam diversas mudanças, entre elas, alterações nas regras do Imposto de Renda e em tributações referentes ao consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS).

Bolsonaro admite que reformas não devem avançar em 2022 - destaque galeria
4 imagens
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro
Ministro Paulo Guedes chama o presidente do  Banco Central, Roberto Campos Neto, para participar da foto ao final da assinatura do programa
Paulo Guedes, ministro da Economia, Fausto de Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil, e Bolsonaro, mandatário da República, durante assinatura de programa federal
Guedes e Jair Bolsonaro
1 de 4

Guedes e Jair Bolsonaro

Igo Estrela/Metrópoles
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro
2 de 4

Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro

Igo Estrela/Metrópoles
Ministro Paulo Guedes chama o presidente do  Banco Central, Roberto Campos Neto, para participar da foto ao final da assinatura do programa
3 de 4

Ministro Paulo Guedes chama o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para participar da foto ao final da assinatura do programa

Igo Estrela/Metrópoles
Paulo Guedes, ministro da Economia, Fausto de Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil, e Bolsonaro, mandatário da República, durante assinatura de programa federal
4 de 4

Paulo Guedes, ministro da Economia, Fausto de Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil, e Bolsonaro, mandatário da República, durante assinatura de programa federal

Igo Estrela/Metrópoles

O mandatário, que foi deputado federal por 28 anos, lembrou que poucas propostas são aprovadas pelo Congresso em anos eleitorais. Ele disse, porém, esperar que o ano termine com números positivos para o Produto Interno Bruto (PIB).

“Agora, é isso aí, é ano eleitoral [e] pouquíssima coisa anda. A gente espera que o que esteja no Parlamento no momento, [e que] já tenha [sido] aprovado em uma das duas casas, prossiga. Novas propostas eu acho muito difícil. Agora, a economia eu acho que vai, podia ir melhor com algumas reformas, mas eu acho que terminaremos o corrente ano com números positivos para o nosso PIB”, disse Bolsonaro.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?