“Entubado”, Bolsonaro ligou para Guedes para barrar a nova CPMF

Ministro da Economia confirmou que a proposta estava sendo preparada, mas não sairá mais

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 13/09/2019 18:40

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que a equipe econômica do governo trabalhava sim com uma alíquota de 0,4% em um novo tributo sobre pagamentos, que ficou conhecido como a “nova CPMF”, mas disse que o presidente Jair Bolsonaro ligou “entubado” do hospital para acabar com a ideia.

“Estávamos simulando um imposto de transação financeira, só que o presidente sempre foi contra esse imposto e pediu pra não colocar”, disse o ministro, em entrevista a correspondentes estrangeiros na tarde desta sexta-feira (13/09/2019), no Rio de Janeiro.

Guedes disse, ainda, na conversa que foi noticiada pela Folha de S.Paulo, que o ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra sentia o clima pesado e já havia pedido demissão “inúmeras vezes”. “Eu dizia: se você tiver que cair um dia que caia junto com o imposto”, afirmou Guedes, relatando o que aconteceu.

Cintra foi demitido na última quarta-feira (11/09/2019), após se tornarem públicos os planos do governo para a criação de um imposto nos moldes da extinta CPMF. A ideia causou intenso ruído na sociedade e no Congresso. De acordo com o presidente em exercício, Hamilton Mourão, Bolsonaro resolveu cortar a ideia pela raiz depois que a discussão ficou “pública demais“.

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