CPMF: “Discussão tornou-se pública demais”, diz Mourão sobre Cintra

Presidente da República em exercício disse que informações divulgadas desagradaram Bolsonaro, e isso provocou saída do secretário da Receita

Pedro França/Agência SenadoPedro França/Agência Senado

atualizado 11/09/2019 19:40

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, afirmou na noite desta quarta-feira (11/09/2019) que a discussão pública sobre a possível volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi o motivo para o presidente Jair Bolsonaro bater o martelo sobre a demissão do Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra, nesta tarde.

“Ele acha que a discussão se tornou pública demais antes de passar por ele”, disse Mourão. “Antes de ter passado por ele, antes de ser discutido por ele, esse troço transbordou, foi discutido em rede social, essas coisas todas, e o presidente não gostou.”

Questionado se o mérito da proposta incomodou Bolsonaro, o vice disse que o presidente “não é fã desse imposto”.

Mourão almoçou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, antes de a demissão ser divulgada. Na ocasião, o tema foi tratado, mas sem nenhuma definição. “Ele compartilhou a angústia com relação a essa situação”, contou.

O presidente em exercício avalia Cintra como um bom profissional, mas reforçou que a decisão final coube ao chefe do Executivo federal.

“Eu considero, por exemplo, o professor Marcos Cintra uma pessoa completamente comprometida, competente. Tem as ideias dele. Óbvio, cada um de nós tem ideias e tem que defendê-las até a decisão do decisor”, afirmou.

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