Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Dólar vai a R$ 5,17 na ressaca do rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan

Moeda americana registrou alta de 0,36% frente ao real. Ibovespa, o principal índice da Bolsa, caiu pela 7ª vez seguida

12/08/2026 17:20
Costfoto/NurPhoto via Getty Images
Imagem de notas de dólar norte-americano - Metrópoles

O dólar registrou alta de 0,36% frente ao real, cotado a R$ 5,17, nesta quarta-feira (12/8). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,23%, aos 167,4 mil pontos, a sétima queda seguida do indicador.

Ao longo da sessão, o mercado ainda refletiu o relatório divulgado na véspera pelo JPMorgan, que rebaixou a recomendação de investimentos no Brasil. A análise partiu do pressuposto de que ocorrerá um aumento da volatilidade com a proximidade das eleições de outubro.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Na terça-feira (11/8), tal perspectiva provocou a saída de estrangeiros da Bolsa, derrubando o Ibovespa — e contribuindo para a alta do dólar.

“Nesta quarta-feira, houve uma continuidade desse movimento”, diz Emerson Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa. “Ninguém sai do Brasil em um dia. O estrangeiro começa a desmontar posições compradas aqui e isso leva certo tempo.”

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Dólar no mundo

Ainda assim, no fim do dia, o câmbio acompanhou a tendência global em grande medida. Às 16h57, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), subia 0,20%, aos 100,02 pontos.

Já a Bolsa brasileira caminhou na contramão de Nova York, por exemplo. Às 16h55, os principais índices de Wall Street subiam ou estavam perto da estabilidade. As altas eram de 0,21%, no S&P 500 e de 0,54%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia. O Dow Jones recuava apenas 0,06%.

Inflação EUA

Os investidores acompanharam a divulgação, nesta quarta-feira, do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A informação era considerada uma das mais relevantes da agenda, por causa do peso que poderia ter nas apostas sobre uma eventual alta dos juros básicos da economia americana.

E os números da inflação americana vieram dentro das previsões dos agentes econômicos, o que diminui a pressão sobre os juros. De acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o CPI subiu 0,1% em julho, depois de queda de 0,4% em junho. No acumulado de doze meses, o avanço foi de 3,4%, ante 3,5% no mês anterior.

Guerra no Irã

A guerra no Irã também segue como outro importante vetor do mercado. Sem grandes novidades no front — e diante da frágil perspectiva de um acordo entre Washington e Teerã —, o preço do petróleo continua em alta, mas bastante moderada, próximo da estabilidade.

O barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, subiu 0,08%, a US$ 88,98. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, também avançou 0,08%, a US$ 83,27.

Serviços no Brasil

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) veiculou os dados sobre o setor de serviços. O segmento manteve-se estável em junho, na comparação com maio. Em relação a junho de 2025, houve alta de 2,0%.

Sob o ponto de vista da atividade, os números vieram melhores do que o esperado. Economistas consultados pela Reuters estimavam uma queda de 0,2% em junho sobre maio e avanço de 1,4% em relação a 2025.