Dólar sobe e Ibovespa dispara, puxados pela inflação no Brasil e nos EUA
Moeda americana avança 0,40% sobre o real, cotada a R$ 5,16. O Ibovespa avançou 0,90% no início do pregão, mas ritmo da alta diminuiu

O dólar começou a sessão desta quarta-feira (26/8) estável frente ao real. Por volta das 10h45, porém, ele embicou numa alta de 0,40%, cotado a R$ 5,16. Na véspera, a moeda americana caiu 0,25%, a R$ 5,13.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão em forte elevação de 0,90% (às 10h30), aos 176,1 mil pontos. Dez minutos depois, no entanto, o ritmo da subida diminuiu para 0,50%, aos 175,5 mil pontos. Mas a alta prevaleceu: voltou para o patamar de 0,80% às 10h50.

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Ver todasO solavanco dos dois indicadores foi resultado da divulgação de dados sobre a inflação, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. Na leitura dos analistas de mercado, os números americanos não foram tão bons quanto os dados brasileiros.
Inflação nos EUA
O Índice de Preços de Gastos de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), a medida de inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), subiu 0,2% em julho, em linha com a expectativa do mercado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm 12 meses, porém, o índice acelerou para 3,7%, acima do esperado pelos analistas (3,6%). Já o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis (alimentos e energia, no caso), também subiu 0,2% no mês, em linha com o esperado, com a leitura anual em 3,3%, acima da projeção de 3,2%.
Acima da meta
Para Vitor Kayo, economista da Nomad, o resultado do PCE mostra que a inflação segue rodando acima da meta de 2% do Fed, com o núcleo mantendo ritmo elevado na comparação anual. “Como o resultado não trouxe surpresas, ele não deve alterar a leitura do mercado, que segue apostando em manutenção de juros, com uma possível alta ficando para outubro ou dezembro”, diz.
Inflação no Brasil
No caso brasileiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, caiu 0,40% em agosto. A mediana da expectativa dos analistas, contudo, era de 0,30%.
O recuo maior do que o esperado, avaliam os agentes econômicos, ajuda a manter a perspectiva de corte da taxa básica de juros do país, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), nos dias 15 e 16 de setembro.



