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Economia

Dólar cai e Bolsa dispara com forte queda no preço do petróleo

Moeda americana registrou baixa de 0,25% frente ao real, cotada a R$ 5,13. Ibovespa, o principal índice da B3, avançou 1,56%

25/08/2026 17:08
Getty Images
Imagem colorida de notas de dólar e de real - Metrópoles

O dólar registrou leve queda de 0,25% frente ao real, cotado a R$ 5,13, nesta terça-feira (25/8). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em forte alta de 1,56%, aos 174,5 mil pontos, na quinta elevação seguida, depois de uma sequência de onze baixas.

Na sessão, os investidores voltaram a mostrar apetite por ativos de risco, num dia sem grandes turbulências nos cenários nacional e global. A exceção ficou por conta de um novo capítulo da guerra tarifária entre Estados Unidos e Canadá, cujo conteúdo, porém, já era esperado pelos analistas.

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O mercado também acompanhou de perto os novos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã. Há indícios de negociações entre os dois países, intermediadas por Omã, mas a tensão no Oriente Médio não arrefeceu. Isso desde segunda-feira (24/8), quando Washington ameaçou Teerã com novas sanções econômicas.

As medidas, contudo, foram consideradas genéricas e não assustaram os agentes econômicos. Ao contrário: o preço do petróleo voltou a cair, mantendo-se abaixo do patamar de US$ 90. Antes da guerra no Oriente Médio, deflagrada em 28 de fevereiro, estava na casa dos US$ 70.

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Petróleo

O barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, recuou 3,61%, a US$ 87,27. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, caiu 3,12%, a US$ 82,36.

O desgaste do governo americano com o conflito também só faz aumentar à medida que uma saída diplomática rápida para o imbróglio parece cada vez mais distante. De acordo com pesquisa da Reuters, o apoio da população à ação militar caiu atualmente para 31%, ante 37% em março.

Dólar e bolsas

O movimento do câmbio no Brasil seguiu tendência do mercado global. Às 15h40, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), registrava leve baixa de 0,07%, aos 99,82 pontos.

Os principais índices das bolsas globais também subiram, embora de forma mais modesta do que o Ibovespa, embalados pela queda do preço do petróleo e pelo avanço da cotação de ações ligadas aos setores de tecnologia e defesa.

Em Wall Street, às 16h40, as altas eram generalizadas: de 0,24%, no S&P 500; de 0,30%, no Dow Jones; e de 0,50%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia.

Análise

João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa, destaca que o Ibovespa subiu sustentado pela alta de ações dos bancos e da Vale. A Petrobras caiu, com as notícias de negociações entre Irã e Estados Unidos, intermediadas por Omã.

Emerson Junior, da mesa de câmbio da corretora, observa que a queda do dólar ganhou fôlego no Brasil com o retorno do capital externo, que registrou entrada de R$ 1,7 bilhão e interrompeu a forte fuga de agosto, mês que ainda acumula saldo negativo expressivo.

Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da mesma corretora, destaca que os juros futuros recuaram, principalmente nos vencimentos intermediários e longos, em uma sessão de queda dos rendimentos dos Treasuries, os títulos da dívida americana.

“No cenário doméstico, investidores aguardam o IPCA-15 de agosto, que será divulgado nesta quarta-feira (26/8)”, diz. “Na leitura anterior, o índice avançou 0,06% no mês e acumulou alta de 4,52% em 12 meses.”