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Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 4 pela primeira vez em mais de um mês

Entrada de recursos do exterior para aplicações na Bolsa, que fechou acima dos 80 mil pontos, reduziu pressão na moeda norte-americana

27/09/2018 17:46, atualizado 27/09/2018 18:16
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Dólar fecha abaixo de R$ 4 pela primeira vez em mais de um mês

Após iniciar os negócios oscilando entre os campos positivo e negativo, o dólar firmou a trajetória de baixa no final da manhã e fechou esta quinta-feira (27/9) abaixo do patamar de R$ 4. Já a Bolsa foi impulsionada pela alta dos índices de Nova York e avançou quase 2%, com destaque para as ações da Petrobras.

A moeda norte-americana não terminava o dia abaixo deste valor há 38 dias, desde 21 de agosto, quando acabou o pregão a R$ 3,9571.

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O Ibovespa, índice que reúne as principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, avançou 1,71%, chegando aos 80.000,09 pontos. Já o dólar caiu 0,92%, cotado a R$ 3,9973. Segundo operadores, a entrada de recursos do exterior para a aplicações na Bolsa ajudou a reduzir a pressão na moeda estrangeira.

O fortalecimento do real ocorreu num dia de risco Brasil (medido pelo CDS de cinco anos) em queda. O estrangeiro vem reduzindo posição comprada em futuros de dólar, que já foi de 180 mil contratos e “ontem [quarta-feira, dia 26] tinha uma posição vendida total de 3.348 contratos”, afirmou o operador da Spinelli Corretora, José Carlos Amado.

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Petrobras em alta
Destaques do pregão, as ações da Petrobras fecharam em alta. Os papéis preferenciais subiram 6,29%, a R$ 21,46, enquanto os ordinários tiveram alta de 4,88%, a R$ 24,50.

Pesou a favor a maior perspectiva com relação ao leilão de cessão onerosa, aliada ao acordo fechado pela estatal nos Estados Unidos para encerrar as investigações relacionadas à operação Lava Jato. Pelos termos do acordo, a estatal brasileira pagará nos Estados Unidos US$ 85,3 milhões ao Departamento de Justiça (DOJ) e US$ 85,3 milhões à SEC.

Nessa quarta-feira (26), a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, afirmou existir expectativa global em torno da licitação do excedente da cessão onerosa, cujo leilão chegou a ser cogitado para ser realizado este ano mas não conseguiu aprovação no Congresso. Aliado a isso, a Petrobras também é beneficiada pelo patamar ainda alto dos preços do petróleo. Mais cedo, o barril de Brent para entrega em novembro subia 0,17%, negociado a US$ 81,51 na ICE.