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Economia

Dólar recua e Bolsa sobe com salto das ações da Petrobras e da Vale

Moeda americana opera em leve queda de 0,15%, a R$ 5,19. Ibovespa avança 0,70%, depois de 10 pregões em baixa

18/08/2026 11:16
Divulgação/ Ministério Público de São Paulo
Imagem colorida de dólares apreendidos em operação. Metrópoles

O dólar opera em leve queda de 0,10% sobre o real, cotado a R$ 5,19, nesta terça-feira (18/8). Como a variação é pequena, o câmbio permanece estável. Na véspera, a moeda americana recuou 0,36%, a R$ 5,20.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), registra alta de 0,70%, aos 167,9 mil pontos (às 11h05). No dia anterior, ele fechou em leve baixa de 0,09%, na décima queda seguida do indicador.

O avanço do Ibovespa nesta manhã está sendo impulsionada pelas gigantes Petrobras e Vale. Os papéis da petrolífera avançam 1,20% e os da mineradora, 1,40%. As ações das duas empresas têm grande peso do índice.

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Nesta manhã, por outro lado, os investidores continuam atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Hoje, as chances de um acordo entre Estados Unidos e Irã parecem remotas. Teerã voltou a afirmar que o Estreito de Ormuz, por onde circula um quinto da produção mundial de petróleo, seguirá fechado.

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Alta do petróleo

Com isso, o preço da commodity oscila, mas com tendência de alta. Às 10h30, o barril do tipo Brent, a referência internacional, avançava 0,35%, a US$ 91,19. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, subia 1,11%, a US$ 85,44.

Juros nos EUA

Como fonte de alívio no cenário internacional, dados expostos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nesta terça-feira mostraram que a produção industrial dos Estados Unidos subiu menos do que o esperado pelos agentes econômicos. O avanço foi de 0,2% em julho sobre o mês anterior, ante expectativa de 0,3%.

As informações econômicas das últimas semanas mostram uma desaceleração da economia americana. Houve perdas de empregos e a inflação apresenta um quadro moderado. Nesse cenário, avaliam os investidores, caem as projeções de aumento da taxa de juros nos Estados Unidos.

Turbulências

Os mercados de câmbio e ações no Brasil também parecem se afastar nesta terça-feira da última grande fonte de turbulências, disparada na semana passada. Ela ocorreu com a veiculação de uma análise do JPMorgan, na terça-feira (11/8).

Na ocasião, o banco americano rebaixou a recomendação de investimentos no Brasil de “overweight” (equivalente a “compra”) para neutra. A avaliação, grosso modo, partiu do pressuposto de que a corrida eleitoral acentuará a volatilidade dos ativos no país.

Houve, na sequência, uma fuga de investimentos estrangeiros na B3. Em agosto, o saldo desses aportes está negativo em R$ 15,6 bilhões, o pior número desde 2022.