Dívida pública federal sobe 1,61% em maio e chega a R$ 5,171 trilhões

Houve emissão líquida de R$ 58,00 bilhões, ou seja, o órgão vendeu mais títulos para se financiar do que resgatou papéis já emitidos

atualizado 28/06/2021 15:11

Michael Melo/Metrópoles
O Tesouro Nacional divulgou nesta segunda-feira (28/6) que o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,61% em maio e fechou em R$ 5.171 trilhões. No mês de abril, o estoque estava em R$ 5,089 trilhões.
Houve emissão líquida de R$ 58,00 bilhões, ou seja, o órgão vendeu mais títulos para se financiar do que resgatou papéis. Foram emitidos R$ 156,8 bilhões e resgatados R$ 98,8 bilhões.
“O Tesouro Nacional realizou, em maio, emissões acima da média dos últimos 12 meses, reforçando significativamente o caixa em um mês com vencimentos menores”, afirmou o órgão.
De acordo com o Tesouro, o período foi marcado por uma “maior volatilidade nos mercados” e com investidores atentos aos sinais de inflação nas principais economias do mundo. No Brasil, os principais destaques foram o aumento da taxa Selic (que regula os juros no país) em 0,75 ponto percentual e a melhor performance do real em relação ao dólar.
“O mês também destacou-se por avanços na agenda de reformas, em especial a privatização da Eletrobras e a reforma administrativa”, informou o Tesouro.
A correção de juros no estoque da dívida (interna e externa), no entanto, foi de R$ 23,93 bilhões no mês passado. Enquanto isso, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,82% em maio e fechou o mês em R$ 4,940 trilhões.
Estrangeiros
Aumentou discretamente a fatia de investidores estrangeiros na DPF, com acréscimo de R$ 14,87 bilhões em papéis. A participação no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) ultrapassou os 9,75% em abril para 9,87% em maio.

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