Diretor do BC: “Selic pode subir mais que um ponto percentual ao mês”

Segundo Fabio Kanczuk, a decisão do Copom dependerá da situação monetária do país, influenciada principalmente pela disparada da inflação

atualizado 13/10/2021 18:09

O Banco Central apresentou como será a cédulaFelipe Menezes/Metrópoles

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou nesta quarta-feira (13/10) que o aumento da Selic, taxa que regula os juros no Brasil, pode ser maior que um ponto porcentual por mês, contrariando as projeções do mercado financeiro.

Segundo ele, a decisão vai depender da situação monetária do país, influenciada, principalmente, pela disparada da inflação.

“Se o ritmo da inflação enlouquecer, posso achar que o ritmo de 1 pp não será mais suficiente. Tudo pode acontecer. Um ponto percentual é uma sugestão, não é um compromisso”, disse, durante evento promovido pelo HSBC.

“Não é escravo do mercado”

De acordo com o secretário, o Comitê de Política Monetária (Copom) “não é escravo” das previsões do mercado, mas usa as informações a seu favor.

Ele reiterou, entretanto, que é mais provável que a autoridade monetária continue elevando a Selic em um ponto percentual por reunião até atingir um nível “significativamente acima” do neutro.

“Claro que se ocorrer uma grande mudança, podemos ter que aumentar ou diminuir o ritmo, mas é suficiente e podemos fazer com este ritmo”, declarou o diretor.

Em sua última decisão, o órgão elevou a taxa básica de juros para 6,25% ao ano na tentativa de ancorar as expectativas do público consumidor.

De acordo com a aposta do mercado, a Selic deve terminar 2022 a 8,75%. Na semana anterior, a previsão era de 8,5%.

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