Depois de manhã bastante volátil, juros futuros se firmam em alta à tarde

Aumento foi impulsionado por incerteza em relação
a possível subida da inflação

atualizado

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Depois de uma manhã bastante volátil, oscilando entre altas e baixas, as taxas futuras de juros se firmaram em elevação na reta final dos negócios nesta quarta-feira (16/9), após coluna publicada no Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, com fonte da equipe econômica. Antes disso, os DIs trabalharam de olho no noticiário político doméstico e no Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que amanhã decide a política monetária nos Estados Unidos.

No término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 tinha taxa de 14,350%, ante 14,355% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 estava em 15,01%, de 14,99% na véspera. Os contratos com vencimento em janeiro de 2019 indicavam 15,11%, ante 15,07% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 apontava 14,99%, de 14,96%.

A puxada para cima da curva a termo ocorreu após fonte da equipe econômica ouvida pela coluna do jornalista Ricardo Leopoldo, do Broadcast, ter afirmado que nada impedirá o Banco Central de voltar a subir os juros caso as condições econômicas, como a piora de expectativas de inflação e a mudança de patamar de câmbio, pressionem a inflação para cima. O BC, segundo essa fonte, continua “firme e forte”, perseguindo a meta de 4,5%. “Estamos reafirmando nosso compromisso. Reconhecendo que os fatos mudaram, mas que temos capacidade operacional de alterar as táticas dentro da mesma estratégia. E, se for necessário, aumentar as taxas de juros de novo”, comentou a autoridade.

Ontem, no entanto, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em apresentação na CAE do Senado, havia declarado que a manutenção de juros por tempo prolongado é estratégia para a inflação ir à meta em 2016. Ou seja, sinalizou que a taxa deveria ficar estável por tempo prolongado. O presidente do BC ressaltou que a preocupação da instituição é mitigar os efeitos inflacionários numa segunda rodada de aumento de preços. “Estamos mitigando esses efeitos de segunda ordem”, ressaltou, ao afirmar que o Banco Central não está preocupado com a inflação de itens específicos.

Hoje, foram divulgados os dados do varejo de julho, que acabaram pressionando as taxas para baixo mais cedo. Segundo o IBGE, as vendas do comércio varejista restrito caíram 1% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, em linha com a mediana das projeções. No varejo ampliado, as vendas subiram 0,6% na mesma comparação.

Fonte: Agência Estado

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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